quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Vinhos em família (LXXXIV) : surpresas e desilusões

Mais uns tantos vinhos provados sossegadamente em casa, com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega. E eles foram:
.Somnium 2014 branco (12 % vol.) - com base em vinhas velhas, produzidas 2700 garrafas; alguma fruta cozida e acidez, notas florais e amanteigadas, volume médio e final curto. Gastronómico. Endeusado pela crítica especializada e não só, não me apaixonou (mea culpa...). Nota 17.
.5ª de Mahler 2000 branco (12,5 % vol.) - surpreendente V. R. Ribatejano (na altura, agora seria Tejo) com base na casta Fernão Peres de vinhas em Salva Terra de Magos; cor ainda límpida e brilhante, alguma oxidação nobre, fruta cozida, notas balsâmicas e glicerinadas, belíssima acidez, algum volume e final persistente. Muito original e cheio de personalidade, foi paixão ao primeiro trago. Excepcional relação preço/qualidade. Nota 17,5+.
.Qtª Cidrô Cabernet/Touriga Nacional 2007 - estagiou 18 meses em barricas novas; nariz contido, ainda com alguma fruta e acidez, notas especiadas, algum vegetal, taninos presentes, volume e final de boca médios. Ainda longe da reforma. Nota 17,5.
.Kopke Colheita 1989 (engarrafado em 2017) - ainda com muita fruta cítrica, acidez equilibrada, taninos presentes, algum volume e final de boca. Com quase 30 anos em casco, parece mais um 10/20 anos, faltando-lhe complexidade. Desiludiu. Nota 17.

Sem comentários:

Enviar um comentário