terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Curtas (XCVII) : Sabores d' Itàlia, Sandeman e enoturismo na Bairrada

1.Sabores d' Itália
Em visita recente, confirmei aquilo que já sabia e não me canso de afirmar: é desafiante dar um pulo às Caldas da Rainha e conhecer ou revisitar um espaço de restauração, onde tudo está na perfeição (o ambiente, a simpatia dos donos, a gastronomia, o serviço, a garrafeira, os copos, etc).
Desta vez provei uma original entrada de queijo de cabra gratinado com pera rocha e deliciei-me com o risotto de sapateira e a sopa de amoras, prato e sobremesa que não me canso de comer.
Para acompanhar um copo do branco Areias Gordas 2015 (12 % vol.), um curioso lote de Sémillon e Alvarinho de um irreverente produtor/enólogo de Salvaterra de Magos, Tomaz Vieira da Cruz (esse mesmo, do branco 5ª de Mahler, já aqui elogiado). Nota 17.
2.Sandeman
Este espaço já tinha sido referido em "The Sandeman Chiado : a Sogrape em Lisboa", crónica publicada em 21/6/2016.
Sobre a parte gastronómica só tenho a dizer bem. Nesta última visita comi arroz cremoso de peixe e camarão (o prato) e tiramisú (a sobremesa), de inegável qualidade.
Quanto à componente vínica é que "a porca torce o rabo", pois a carta é omissa quanto a anos de colheita, a oferta a copo é curta e o serviço francamente desajustado a um espaço com ligações à Sogrape. O copo solicitado, tinto Papafigos, já vinha servido! Só a pedido é que a garrafa veio à mesa. Por outro lado, o preço cobrado (4 €) é uma exorbitância.
Mais, na lista constam 2 cervejas artesanais, mas nenhuma tinha stock! Mais ainda, o emblemático pastel de nata, também constante no cardápio, também estava a zeros!
Cartão amarelo à Sandeman!
3.Enoturismo na Bairrada
A próxima viagem da Tryvel é à Bairrada. Com a companhia da Maria João Almeida e do Rui Nobre, teremos a ocasião de visitar a Qtª do Encontro, as Caves Aliança, as Caves São João, a Qtª das Bageiras, as Caves do Buçaco e o Museu do Vinho na Anadia. Almoços ou jantares no Rei dos Leitões, Mugasa, Casa Vital, Hotel Palace Buçaco e Restaurante Dori. Alojamento no Hotel Curia Palace.
Imperdível!

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Herdade das Servas (HS) : as novidades apresentaram-se no Quorum

A convite dos produtores da HS, Luis e Carlos Serrano Mira, participei numa apresentação de novidades, com direito a prova comentada e almoço no restaurante Quorum, recentemente aberto em Lisboa (Rua do Alecrim,30B), onde pontifica o Rui Silvestre, chefe estrelado vindo do Bon Bon (Carvoeiro, Algarve) e o Sérgio Antunes, escanção com nome reconhecido.
As novidades, 2 novas referências (um surpreendente Colheita Tardia e um Licoroso dispensável) e 2 novas colheitas (Reserva branco 2016 e Vinhas Velhas tinto 2014) foram apresentadas pelo Luis Mira e pelo novo enólogo da casa, Ricardo Constantino de seu nome, vindo da Qtª Monte d' Oiro. Fico na dúvida quanto ao licoroso, enquanto novidade, pois já tinha referenciado um generoso quando da visita à HS em Janeiro de 2011.
É de toda a justiça elogiar a postura deste produtor, por um  lado, com a garrafeira Coisas do Arco Vinho, com a qual estabeleceu uma frutuosa parceria no passado e, por outro lado, o seu louvável relacionamento com a blogosfera.
Dos contactos com a HS, tenho dado conhecimento público neste blogue, não sendo demais voltar a divulgá-lo:
."A Herdade das Servas e a Blogosfera", em 22/1/2011
."A Herdade das Servas (continuação)", em 23/1/2011
."Provar vinhos no Chafariz com a Herdade das Servas", em 16/11/2013
."Herdade das Servas revisitada", em 21/10/2014
."Jantar de Vinhos Herdade das Servas : a qualidade em duplicado (vinhos e comida)", em 26/11/2015
Quanto às novidades da HS e sua harmonização com a comida, as minhas impressões:
.Colheita Tardia (12,5 % vol.) - com base na casta Sémillon (100 %) das colheitas de 2014 (maioritária) e 2015, estagiou 18 meses em cubas de inox; aromático, presença de mel e passas, notas florais, bela acidez. Muito equilibrado entre a frescura e a gordura. Volume e final de boca notáveis. Boa surpresa! Nota 18.
Acompanhou um estufado de língua de vaca com foie gras. Não gostei da ligação.
.Reserva 2016 branco (13,5 % vol.) - com base nas castas Arinto (50 %), Alvarinho e Verdelho (25 % de cada), estagiou 9 meses em barricas de carvalho francês e 3 na garrafa; aroma discreto, fruta cítrica, acidez equilibrada, notas glicerinadas e amanteigadas, madeira ainda presente mas bem integrada; volume e final de boca assinaláveis. Muito equilibrado, com um perfil de outono/inverno, vai melhorar nos próximos 2/3 anos. Nota 17,5.
Harmonizou com uma canja de bacalhau e ovo. Também aguentava um prato mais puxado, como peixe no forno, por exemplo.
.Vinhas Velhas 2014 (15,5 % vol.) - com base nas castas Alicante Bouschet (45 %), Trincadeira, Touriga Nacional (25% de cada) e Petit Verdot (5 %) em vinhas com mais de 50 anos, estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês e americano e mais 12 meses em garrafa; nariz contido, alguma fruta e acidez, notas especiadas e de tosta, taninos presentes mas civilizados, volume e final médios. Embora prejudicado por ter sido servido a uma temperatura acima do recomendável, esperava mais deste vinho. Nota 17+.
Maridou com um peito de pato que ligou francamente melhor com o branco. Para este tinto, faltou um assado de porco ou borrego.
.Licoroso - com base nas castas Alicante Bouschet (60 %), Trincadeira e Aragonês (20 % de cada), estagiou 24 meses em barricas usadas de carvalho francês e americano, 1 meses em inox e mais 6 em garrafa; aroma contido, alguma fruta preta e acidez, taninos discretos, volume e final de boca médios. perfil próximo de um Porto Ruby. Prejudicado por ter sido servido a uma temperatura muito acima do recomendável (o copo também não ajudou). Melhorou quando foi refrescado. Nota 16.
Acompanhou um souflé de chocolate com frutos vermelhos.
O que falta dizer:
.participantes à base da crítica especializada e generalista e, ainda, da blogosfera
.organização impecável  da Joana Pratas, uma vez mais
.bons copos Schott
.mesas demasiado despojadas, uma moda recente na restauração que pode acarretar problemas de higiene (cuidado com a ASAE!).

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Colheita de 2008 : o painel da VINHO e as minhas provas

A VINHO Grandes Escolhas publicou, no seu último número, os resultados de uma "Grande Prova", sob o título "Os belos tintos de 2008", à semelhança do que fez com as colheitas anteriores (na altura, na pele da Revista de Vinhos), com a finalidade de se saber como andam estes vinhos 10 anos depois. Mas, ao contrário das provas anteriores, desta vez foi omissa quanto aos vinhos pedidos e não enviados pelos produtores. Ficámos apenas a saber que foram provados 26 vinhos e que foram pontuados com 17 a 19 valores.
Consultados os meus registos dos 2 últimos anos, encontrei apenas 9 vinhos (algumas referências com mais de 1 garrafa) que constam no painel da VINHO e 12 que não foram provados.
Respeitando a ordem dos resultados do painel, passo a indicar as notas atribuídas por mim, a maioria em provas cegas, mas também algumas com o rótulo à vista.
Com 19 na VINHO:
.Barca Velha - 19/19 (as minhas notas)
.Qtª Vale Meão - 17,5+
Com 18,5:
.Qtª Bageiras - 16,5 (problema com a minha garrafa?)
Com 18:
.Pintas - 17,5+
.Qtª Noval - 18,5+/18,5+
.Qtª Vallado Reserva - 18,5/17,5
Com 17,5:
.Calda Bordaleza - 18/17,5+
.Hexagon - 17,5
Com 17:
.Qtª da Gaivosa - 17,5
Vinhos provados por mim, mas omissos no painel da VINHO (por pontuação, da mais alta para a menos) :
.Legado - 19/18,5+
.Antónia Adelaide Ferreira - 18,5+/18,5
.Três Bagos Grande Escolha - 18,5
.Qtª Vallado Touriga Nacional - 18,5
.Leo d' Honor - 18/17,5
.DODA - 18
.Monte dos Cabaços Reserva - 18
.Qtª da Leda - 18
.Charme - 18/17
.Solar dos Lobos Grande Escolha - 17,5+
.Casa de Saima Garrafeira - 17,5
.Qtª Cidrô Touriga Nacional/Cabernet Sauvignon - 17,5
Foi pena que a VINHO só tivesse provado 1 vinho de cada produtor, tendo deixado de fora o Legado (um dos grandes vinhos portugueses, ao nível do Barca Velha), Antónia Adelaide Ferreira e até o Qtª da Leda ou outros vinhos de referência, como é o caso do Três Bagos Grande Escolha.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Gourmet Experience (I) : a Tasca Chic do José Avillez

Pouco tempo após a abertura do Gourmet Experience (no piso 7 do Corte Inglês) visitei um dos restaurantes do chefe José Avillez, a Tasca Chic, onde tive uma experiência traumatizante, ao esperar quase 1 hora pelo prato que tinha pedido. Parte do problema parece estar resolvido pois, numa revisita recente, verifiquei que na ementa constava uma "Fast Chic", lista com apenas 3 pratos de saída rápida.
Com receio de repetir a má experiência anterior, optei por um dos pratos da "Fast Chic", a pluma de porco com migas e farinheira, uma carne saborosa com acompanhamento banal.
A Tasca Chic também aderiu à moda das mesas despojadas, embora os guardanapos sejam de pano, uma contradição. O espaço está bem organizado e o pessoal, maioritariamente feminino, impecavelmente fardado. Serviço eficiente e despachado. Preços altos, a condizerem com a fama do chefe. Sala cheia, mesmo antes das 13 horas, com bicha (continuo a utilizar este tradicional termo, em vez do politicamente correcto "fila") para entrar.
Quanto à componente vínica, uma vez que a carta vem em suporte electrónico, não consegui fazer o inventário da praxe.
Optei por um copo de Qtª Nova Reserva Terroir Blend 2015 - muita fruta e juventude, acidez no ponto, taninos evidentes, algum volume e final de boca, mas falta-lhe complexidade. Gastronómico, cumpriu bem a sua função. Nota 16,5+.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar num bom copo e a uma temperatura correcta.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Vinhos em família (LXXXV) : um belo LH e 3 tintos 2011

Mais uns tantos vinhos provados em família ou com amigos, com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega. Desta vez, não houve desilusões.
E eles foram:
.Grandjó Late Harvest 2013 - com base na casta Semillon (a Boal do Douro), plantada na Qtª Casal da Granja (RCV); nariz intenso, presença de citrinos, com a tangerina a dominar, belíssima acidez e gordura q.b., volume e final de boca assinaláveis. Complexo, é a minha referência em Portugal deste tipo de vinhos. Embora possa ser bebido no início da refeição com foie gras, prefiro-o com uma boa sobremesa. Nota 18.
.Quanta Terra Grande Reserva 2011 - 92 pontos na Wine Advocate (Robert Parker) e na Wine Enthusiast; com base nas castas Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional, estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês; ainda com muita fruta, notas terrosas e de esteva, acidez equilibrada, taninos civilizados, algum volume e final persistente. Austero e consistente. A beber nos próximos 4/5 anos. Nota 17,5+.
.Quinta do Mouro 2011 - com base nas castas Aragonês, Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon, estagiou 14 meses em carvalho francês e português; muita fruta preta presente, acidez equilibrada, taninos em evidência, muito concentrado com um bom final de boca. Muito gastronómico, precisa de um prato de substância. A beber nos próximos 2/3 anos. Nota 17,5.
.Nunes Barata Grande Reserva 2011 - com base nas castas Syrah, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon e Touriga Nacional em vinhas situadas em Cabeção, estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês; nariz contido, presença de fruta preta, notas florais, acidez no ponto, especiado, volume e final de boca apreciáveis. Potente e elegante, está a evoluir muito bem. Lamentavelmente, passou ao lado da crítica especializada. A beber nos próximos 3/4 anos. Nota 18,5 (noutra situação 18).

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Chutnify, Latitude e Marisco na Praça

A crónica de hoje é dedicada a 3 restaurantes:
.Chutnify, entre o Príncipe Real e a Praça das Flores, neste momento o restaurante de cozinha indiana da moda
.Latitude, uma boa surpresa no Cais do Sodré
.Marisco na Praça, com uma grande oferta de marisco e peixe, no mercado de Cascais
Curiosamente apenas bebi vinho (a copo) no Latitude, enquanto nos outros dois fui para a cerveja artesanal (Musa) ou próximo disso (1927). Mais vale beber uma boa artesanal do que um vinho a copo banal.
1.Chutnify (Travessa da Palmeira,46)
Mesas despojadas, guardanapos de papel, serviço eficiente e simpático, mas algo demorado, e gastronomia de qualidade. Convém marcar ou aparecer cedo, pois enche rapidamente. Coisas da moda.
Da ementa, genuinamente indiana, escolhi:
.Tandoo paneer tikke (espetada de queijo no forno)
.Parsnip samosa (chamuça recheada de cheróvia e batata)
.Ghee roast dosa (crepe indiano e chutney de coco)
.Caril konju roast (caril de camarão marinado com piripiri e limão)
.Pistachio kulfi (gelado indiano de pistachio com fruta da época)
Quanto à componente vínica, a lista é curta mas inclui o ano de colheita de todos os vinhos (uma vergonha para os restaurantes que não o fazem).
Optei pela cerveja artesanal Musa born in the IPA, uma delícia.
2.Latitude 38 (Travessa do Carvalho)
Pequena dimensão, mesas mais ou menos aparelhadas, guardanapos de papel e bons copos, mas música demasiado alta.
O dono, Stephane Le Goueff de seu nome, é o homem da sala e único, dinâmico e de uma simpatia contagiante, enquanto que a sua mulher, além de imperar na cozinha, ainda consegue ir às mesas e dialogar com os clientes.
Comi um caril de camarão e um bolo húmido de batata doce, tudo com qualidade.
Quanto à componente vínica inventariei 1 espumante, 9 brancos (2 a copo), 12 tintos (1), 1 rosé (1), 7 Portos e 3 Moscatéis (os fortificados todos a copo).
Escolhi o Roquevale Reserva 2014, um branco a copo (4,50 €) - com base nas castas Fernão Pires, Roupeiro e Arinto; fruta madura, boa acidez, notas amanteigadas, algum volume e muito gastronómico. Uma boa surpresa que não conhecia. Nota 16,5+.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar num bom copo e servida uma quantidade super generosa.
3.Marisco na Praça
Bem dimensionado e algo desconfortável no tempo frio, pode ser muito barulhento quando cheio.
À entrada, uma banca bem fornecida de peixe e, sobretudo, marisco. Tudo fresquíssimo, ou não estivéssemos na Praça de Cascais.
Ementa boa para partilhar. Na última visita escolhemos lingueirão ligeiramente grelhado, ameijoas à Bulhão Pato, salada de polvo e croquetes de carne, tudo fresquíssimo e bem confeccionado. A terminar, uma saborosíssima "blatter-tarte".
Optámos, uma vez mais, pela cerveja artesanal, agora a 1927 da Super Bock, largamente publicitada pelo chefe José Avillez. Para partilhar vieram a Munich Dunkel e a Bavaria Weiss (3,20 € cada), sendo a primeira claramente superior, para o meu gosto.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Curtas (XCVI) : as castas estrangeiras, a lampreia e um evento vínico

1.A Fugas e as castas estrangeiras
Na última Fugas pode ler-se um artigo do jornalista Pedro Garcias, com o qual me identifico em muitas das opiniões que emite, intitulado "Para onde vais tu, Portugal do vinho?", onde critica a utilização por parte de alguns (muitos) produtores de castas estrangeiras, em desfavor das nacionais.
Totalmente de acordo. Se em Portugal existem largas dezenas de castas indígenas, algumas das quais ao nível das melhores do mundo, para quê macaquear os vinhos estrangeiros (aqui abro uma excepção para a Alicante Bouschet, completamente aportuguesada)?
Confesso que sou completamente "chauvinista" quanto a castas e rejeito, a título de exemplo, qualquer vinho português elaborado a partir da casta Cabernet Sauvignon.
Aplaudo os produtores que apostaram a 100 % nas castas nacionais e critico aqueles que se refugiaram nas estrangeiras.
2.A lampreia
Os militantes e indefectíveis da lampreia, têm agora em Lisboa 2 hipóteses de matarem saudades da dita, a troco de 35 €:
.Casa do Minho (Rua Professor Orlando Ribeiro, 3D a Telheiras)
No dia 25 deste mês (13h) processa-se o tradicional almoço anual de lampreia, cujo prato principal é arroz de lampreia do Rio Minho, acompanhado por vinho verde de Vila Nova de Cerveira.
Marcações 967723103 ou 217584742 (Casa do Minho) e 917726515 (Paulo Duque).
.Varanda de Lisboa (Hotel Mundial)
A decorrer desde 6 de Fevereiro até 18 de Março, podendo escolher-se entre arroz de lampreia à moda de Monção, arroz à Bordalesa ou sável de escabeche, acompanhados de vinho da casa (suponho que verde tinto).
Mais informações em www.hotel-mundial.pt.
3.simplesmente... Vinho 2018
Este evento, de cuja organização o nome mais visível é o do João Roseira (Qtª do Infantado), decorrerá no Cais Novo (Rua de Monchique,120 por cima do Museu do Vinho do Porto e não muito longe da Alfândega do Porto), nos dias 23 e 24 de Fevereiro, entre as 16 e as 21h30, ficando as manhãs reservadas para os profissionais.
Estarão presentes cerca de 100 produtores, a maioria nacionais e alguns de Espanha.
No dia 23, pelas 22h, haverá um jantar vínico no Typographia Progresso do chefe Luis Américo.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Comemorar os 50 anos (versão 2018)

À semelhança dos anos anteriores, fiz um levantamento da oferta de fortificados de 1968, com incidência nas garrafeiras da Baixa de Lisboa.
Para quem quiser comemorar o 50º aniversário de qualquer acontecimento, seja nascimento, casamento, divórcio ou qualquer outro pretexto, tem o trabalho facilitado. Inventariei 19 referências, um pouco menos que a oferta relacionada com o ano de 1967 (25).
É só escolher, entre estes:
1.Garrafeira Nacional (4 Colheita e 2 Madeira)
.Dalva Colheita - 179 €
.Krohn Colheita - 378
.Niepoort Colheita - 239
.Noval Colheita - 260
.Blandy Sercial - 312,90
.D' Oliveiras Bual - 210
2.Casa Macário (5 Colheita e 1 Madeira)
.Dalva Colheita - 250
.Kopke Colheita - 215
.Krohn Colheita - 324
.Niepoort Colheita - 290
.Noval Colheita - 270
.D' Oliveiras Bual - 210
3.Manuel Tavares (2 Colheita e 1 Vintage)
.Kronh Colheita - 310
.Noval Colheita - 292
.Taylor's Vintage - 720
4.Napoleão (1 Colheita e 1 Madeira)
.Messias Colheita - 199,95
.D' Oliveiras Bual - 219,95
5.Mercado Praça da Figueira (1 Colheita)
.Messias Colheita - 169
6.Manteigaria Silva (1 Colheita)
.Krohn Colheita - 360
De sublinhar:
.a Garrafeira Nacional e a Casa Macário continuam a ser as grandes referências para compras de vinhos fortificados mais antigos
.há consideráveis discrepâncias nos preços praticados
.o Solar do Vinho do Porto, que deveria ser uma montra de tudo o que se relacione com este fortificado, mais uma vez não tinha qualquer referência do ano em causa.
Comemoremos, então, a qualquer coisa, pois oferta não falta!
E, para o ano, cá estaremos de volta com os fortificados de 1969.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Vinhos em família (LXXXIV) : surpresas e desilusões

Mais uns tantos vinhos provados sossegadamente em casa, com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega. E eles foram:
.Somnium 2014 branco (12 % vol.) - com base em vinhas velhas, produzidas 2700 garrafas; alguma fruta cozida e acidez, notas florais e amanteigadas, volume médio e final curto. Gastronómico. Endeusado pela crítica especializada e não só, não me apaixonou (mea culpa...). Nota 17.
.5ª de Mahler 2000 branco (12,5 % vol.) - surpreendente V. R. Ribatejano (na altura, agora seria Tejo) com base na casta Fernão Peres de vinhas em Salva Terra de Magos; cor ainda límpida e brilhante, alguma oxidação nobre, fruta cozida, notas balsâmicas e glicerinadas, belíssima acidez, algum volume e final persistente. Muito original e cheio de personalidade, foi paixão ao primeiro trago. Excepcional relação preço/qualidade. Nota 17,5+.
.Qtª Cidrô Cabernet/Touriga Nacional 2007 - estagiou 18 meses em barricas novas; nariz contido, ainda com alguma fruta e acidez, notas especiadas, algum vegetal, taninos presentes, volume e final de boca médios. Ainda longe da reforma. Nota 17,5.
.Kopke Colheita 1989 (engarrafado em 2017) - ainda com muita fruta cítrica, acidez equilibrada, taninos presentes, algum volume e final de boca. Com quase 30 anos em casco, parece mais um 10/20 anos, faltando-lhe complexidade. Desiludiu. Nota 17.