sábado, 20 de janeiro de 2018

Curtas (XCV) : EHTL, Peixe na Avenida e Descobre

1.EHTL
A Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, com sede na Rua Saraiva de Carvalho,41 vai organizar de 24 a 26 deste mês, a sua 4ª edição do "Wine and Flavours Film Festival", com o apoio do Turismo de Lisboa e do IVDP. Entre outras actividades, destaque para 3 almoços ("Douro Vinhateiro", "Rabelo do Douro" e "Baco vs Dioniso" a 15 € cada) e 2 jantares ("7 Pratos Mortais" e "Puro Douro" a 30 €), que contam com a presença de alguns chefes prestigiados, entre os quais João Sá e Nuno Diniz.
2.Peixe na Avenida
Em visita recente, fui conhecer o restaurante Peixe na Avenida (Rua Conceição da Glória,2-6), à frente do qual está a chefe Luisa Fernandes, recentemente chegada de Nova Iorque. A aposta forte é no peixe e marisco, para fazer justiça ao nome, sendo de referir o menu executivo ao almoço, onde se paga 14 € por uma refeição completa (couver, entrada, prato, sobremesa, bebida e café).
O Peixe na Avenida  é um espaço acolhedor, com boa gastronomia e serviço de mesa profissional.
Bebemos o Morgado de Stª Catherina Reserva 2015, um dos meus preferidos na restauração, com uma boa harmonia entre a frescura e o amanteigado. É gastronómico e tem um preço aceitável. Nota 17,5.
3.Descobre
Comecei o ano bem, pois fiz a minha primeira refeição no Descobre (Rua Bartolomeu Dias,67), espaço que fez parte do meu TOP 10 espaços de restauração. Ali tudo me agrada, seja o ambiente, a ementa muito original e de qualidade, o serviço e a garrafeira. Aliás também funciona como loja, podendo-se comprar qualquer um dos vinhos expostos.
A voltar, sempre!

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Algo vai mal no reino do Vinho do Porto

1.IVDP
Por coincidência ou não, no espaço de 1 semana, 2 conhecidos críticos referiram-se em termos nada abonatórios ao Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP).
O primeiro foi o Pedro Garcias (PG), na crónica "Cuidem das vinhas velhas e contratem os donos do Licor Beirão para o Porto", publicada na Fugas de 30 de Dezembro, onde, a propósito de uma bem conseguida campanha publicitária da iniciativa da empresa J. Carranca Redondo, proprietária do licor acima referido, contrapunha o imobilismo do IVDP.
A certa altura chegou mesmo a afirmar "(...) acabe-se com o IVDP (...). Qualquer coisa será melhor que um instituto caduco, conservador e subserviente (...)".
Uma semana depois foi o João Paulo Martins (JPM) que na revista E do Expresso, na sua coluna habitual, publicava a crónica "O sonho que eu tive". Em tom irónico ou mesmo jocoso, escreveu "(...) Sonhei, por exemplo, que o Douro estava muito mudado, quer nas pessoas quer nas práticas com um IVDP activo e dinâmico (...)".
2.AEVP
Por coincidência ou não, quase em simultâneo com as crónicas do PG e do JPM, a Associação das Empresas do Vinho do Porto, publicava um anúncio de página inteira no DN de 29 de Dezembro (e possivelmente noutros meios de comunicação social), no âmbito de uma louvável e meritória campanha "Seja responsável. Beba com moderação".
Só que grande parte deste cartaz é ocupada com uma figura masculina que abraça parcialmente o chamado copo Siza Vieira (cálice oficial Vinho do Porto Álvaro Siza), não tendo sequer a preocupação de o segurar pela haste. O trabalho de concepção do Siza Vieira, ao desenhar um entalhe no pé do copo, não serviu para nada.
Este cartaz, em termos pedagógicos, está chumbado. Por mim e espero, pelos enófilos em geral! 


terça-feira, 16 de janeiro de 2018

2017 : na hora do balanço (IV) - TOP 10 espaços de restauração

Retomando o balanço de 2017, a crónica de hoje é dedicada à selecção dos espaços de restauração que frequentei no decorrer do ano transacto, tendo em conta a gastronomia, o ambiente, o serviço em geral e, fundamentalmente, a componente vínica (carta de vinhos, preços, oferta a copo, temperaturas, qualidade dos copos e o serviço específico de vinhos). Deixei de lado alguns restaurantes, alguns badalados, onde comi muito bem, mas cuja componente vínica não estava à altura da gastronómica.
Não sendo fácil hierarquisar os restaurantes seleccionados, optei pela ordem alfabética. E eles são:
.Casa do Bacalhau/Via Graça, em Lisboa (**)
.Casa da Calçada, em Amarante (*)
.Casa da Dízima, em Paço d'Arcos
.Descobre, em Lisboa
.DOC, na Folgosa do Douro (*)
.Enoteca de Belém, em Lisboa (**)
.Magano, em Lisboa (*)
.Mercearia Gadanha, em Estremoz (*)
.Sabores d'Itália, nas Caldas da Rainha (**)
.Sem Dúvida, em Lisboa (*)
Os espaços de restauração assinalados com * entram neste TOP pela 1ª vez, enquanto que os assinalados com ** foram seleccionados todos os anos sem interrupção, desde 2010.
Aproveito para acrescentar a minha votação para o blogue Mesa Marcada (Duarte Calvão e Miguel Pires), de cujo júri (o painel de 2017 contou com 153 votantes) faço parte desde 2011.
Entre parêntesis coloco em que lugar ficaram na classificação do painel.
1.Sabores d'Itália (56º)
2.Casa da Dízima (101º) *
3.Via Graça (115º) *
4.Descobre (73º)
5.Sem Dúvida (134º) *
6.Enoteca de Belém (150º) *
7.Casa da Calçada (25º)
8.Lumni (47º)
9.DOC (85º)
10.Mercearia Gadanha (84º)
Os restaurantes assinalados com * apenas tiveram o meu voto, uma injustiça!
Parte considerável do júri concentrou a sua votação nos espaços de restauração mais óbvios (os estrelados e/ou badalados).
Considero que deveria haver uma categoria para os restaurantes menos badalados e mais acessíveis (30/40 €),  com as componentes gastronómica e vínica de muita qualidade, possibilitando-lhes um merecido lugar ao sol. Foi o que propus aos organizadores mas, até agora, sem êxito.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

2017 : na hora do balanço (III) - TOP 10 Fortificados

Após o balanço dos brancos e tintos, hoje é o momento dedicado aos vinhos fortificados (Porto, Madeira e Moscatel). A ordem, dentro de cada patamar classificativo, é alfabética. E eles são:
.Borges Malvasia 1907, com 19,5
.Artur Barros e Sousa Verdelho Reserva Velho, com 19
.Blandy's Bual 1920 , também com 19
.Blandy's Verdelho 1977, idem
.Niepoort Garrafeira 1931 e 1933, idem
.Blandy,s Cercial 1968, com 18,5+
.Cossart Gordon Terrantez 1977, também com 18,5+
.Artur Barros e Sousa Sercial 1976, com 18,5+
.Blandy's Bual 1957, com 18,5
.Niepoort Garrafeira 1940 e 1948, também com 18,5
Não foram incluidos por já constarem em TOPs 10 anteriores os Madeira Borges Malvasia 40 Anos (nota 19), Artur Barros e Sousa Moscatel 1963 (18,5) e Blandy's Bual 1977 (19) e, ainda, os Colheita Dalva 1985 (18,5) e Krohn 1976 (18,5). Também não foram seleccionados para o TOP 10, por estarem fora dos circuitos comerciais, o Torre Bela 1860 (19) e o FMA Bual 1964 (19).
De salientar:
.O peso dos Vinhos Madeira, com 13 referências num total de 19 (68 %)
.A presença da Madeira Wine com 6 vinhos seleccionados, logo seguida da Niepoort com 4 Garrafeiras
.A casta Bual, com o maior nº de referências nos vinhos Madeira
.A ausência de Porto Vintage e de Moscatel nesta selecção.
A próxima crónica será dedicada aos espaços de restauração do ano, com especial incidência no serviço de vinhos.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

2017 : na hora do balanço (II) - TOP 10 Tintos

A crónica de hoje, continuando o balanço de 2017, é dedicada aos tintos provados/bebidos no decorrer do ano passado melhor classificados. Para cada patamar com a mesma nota, a ordem é alfabética. E eles são:
.Qtª Crasto Vinha da Ponte 2004 (Douro), com 19+
.Legado 2011 (Douro), com 19
.Qtª Crasto Maria Teresa 2007 (Douro), também com 19
.Aalto PS 2011 (Ribera del Duero), com 18,5+ (a mesma nota dos restantes vinhos seleccionados)
.Ferreira Reserva Especial 2009 (Douro)
.Passagem Reserva 2009 (Douro)
.Pintas 2011 (Douro)
.Poeira 2014 (Douro)
.Qtª Noval 2008 (Douro)
.Qtª Vale Meão 2008 (Douro)
Não foram incluidos por já constarem em TOPs de anos anteriores, com 19 o Barca Velha 2008 (Douro), com 18,5+ o Pai Abel 2011 (Bairrada) e com 18,5 o Ferreira Reserva Especial 2007 (Douro) e o Grandes Quintas Vinhas do Cerval 2011 (Douro).
Embora fora do TOP, também merecem uma referência especial os tintos classificados com 18,5: Canameira Grande Reserva 2011 (Douro), CARM CM 2007 (Douro), Comendador Delfim Ferreira 2011 (Douro), Kopke Vinhas Velhas 2010 (Douro), Passagem Grande Reserva 2009 (Douro), Qtª Crasto Vinhas Velhas 2009 (Douro), Qtª Falorca Garrafeira 2007 (Dão), Qtª Leda 1999 (Douro), Qtª Monte d' Oiro Reserva 2012 (Lisboa), Qtª Nova N. Srª Carmo Grande Reserva 2005 (Douro), Qtª Noval 2007 (Douro), Qtª Pellada Baga 2005 (Dão), Qtª Pellada Carrocel 2011 (Dão), Qtª Vale Meão 2011 (Douro) e Três Bagos Grande Escolha 2008 (Douro).
De salientar:
.No TOP 10, o Douro (e sua expansão para Espanha) tem o exclusivo (isto tem a haver com o meu gosto e, se calhar, com a formatação do meu palato)
.No conjunto de todos os vinhos seleccionados, o Douro continua em vantagem, com 80 % dos tintos referidos
.O produtor melhor posicionado é a Sogrape (Barca Velha, Legado e Reserva Especial), tal como no balanço de 2016
.O ano de colheita "vencedor" é 2011, com 30 % do total
.O facto de o Passagem Reserva 2009 ter ultrapassado o Grande Reserva do mesmo ano (de facto, esta incoerência pode ter a haver com o momento em que foram provados, seja pelo tipo de prova ou pela comida que os acompanhou).
A próxima crónica será dedicada aos vinhos fortificados (Porto, Madeira e Moscatel).



domingo, 7 de janeiro de 2018

Rescaldo das Festas 2017/2018

Este tempo festivo (Natal e Ano Novo), em termos enogastronómicos, desenrolou-se em 4 momentos, cujos participantes não foram sempre os mesmos. O elo comum foi a minha presença e da minha companheira. Quanto a vinhos, limito-me a anunciá-los e a atribuir-lhes uma nota.
1º momento (Consoada em Tavira)
.Olho no Pé Reserva Vinhas Velhas 2014 (17), com chamuças (compradas no restaurante Alvalade, na Mimosa) e bacalhau "verde"
.Qtª Crasto Vinhas Velhas 2011 (18), com borrego no forno
.Bacalhôa Moscatel Roxo 5 Anos, com mexidos e arroz doce
2º momento (almoço de Natal, em casa)
.Antónia Adelaide Ferreira 2009 (18,5) e Pintas 2009 (18), com couves à dom prior
.Krohn Colheita 1987 (17), com pão de rala
3º momento (jantar de 31/12)
.Somnium 2014 (17), com entradas e petiscos diversos comprados no mercado do CCB
.Grandjó Late Harvest 2013 (18), com pão de rala e, também, a acompanhar as 12 badaladas na passagem do ano
4º momento (almoço de Ano Novo no Descobre*)
.Qtª Carvalhais Encruzado 2016 ** (17,5), com pica de cogumelos e gema de ovo e, ainda, caril de camarão e sorbet de tangerina
*um grande almoço num original restaurante, a começar bem o ano
**a começar o ano a beber um belo branco do Dão (esta é para o Rui Miguel, do Pingas no Copo)

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

2017 : na hora do balanço (I) - TOP 10 Brancos

Esta é a 1ª crónica, de uma série delas, dedicada ao balanço vínico do ano transacto, contemplando os brancos que mais gostei. Os vinhos seleccionados foram provados/bebidos ao longo do ano, no âmbito dos grupos a que pertenço (Grupo dos 3, Novo Formato+, Grupo dos Madeiras e Grupo dos 6), em família ou com amigos, jantares vínicos e em espaços de restauração. Ficaram de fora os brancos provados em painéis formais (1º concurso Vinho Grandes Escolhas, ex-Escolha da Imprensa) e em provas alargadas, de pé e sem grandes condições para tomar notas, como foi o caso da Garcias (Hotel Ritz), José Maria da Fonseca (By the Wine), Adega Cooperativa da Vidigueira (Espelho d'Água), Mont'Alegre (Sheraton), Bairradão (Hotel Real Palácio), Real Companhia Velha (Le Consulat), Qtª Nova N. Srª do Carmo (Sheraton?), Vinhos do Alentejo (CCB) e Decante Vinhos (Hotel Ritz). Esta metodologia também se aplicará aos tintos e fortificados, a referir em próximas crónicas.
O TOP brancos está organizado por ordem alfabética, para os vinhos com a mesma nota (os 8 primeiros com 18 e os 2 restantes com 17,5+). E eles são:
.Anselmo Mendes Curtimenta Alvarinho 2012  (V. Verdes)
.Anselmo Mendes Parcela Única Alvarinho 2014 (V. Verdes)
.Casa das Gaeiras Reserva Vinhas Velhas 2015 (Lisboa)
.Lacrau Garrafeira 2011 (Douro)
.Maçanita Os Canivéis 2015 (Douro)
.Olho no Pé Reserva Vinhas Velhas 2014 (Douro)
.Soalheiro Alvarinho 2011 (V. Verdes)
.Terrenus Vinha da Serra 2014 (Alentejo)
.Adega Mãe 221 2015 (V.Verdes/Lisboa)
.Marquês Marialva Grande Reserva 2013 (Bairrada)
Não estão, mas podiam estar (tiveram a mesma nota que os 2 últimos) o Anselmo Mendes Parcela Única Alvarinho 2013 (V. Verdes), Conceito 2013 (Douro), Grandjó Late Harvest 2012 (Douro), Kompassus Reserva 2013 (Bairrada), Portal do Fidalgo Alvarinho 2011 (V. Verdes), Qtª do Ameal Escolha 2015 (V. Verdes), Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2012 e 2015 (V. Verdes).
Também não foram incluídos alguns brancos que já constaram em TOPs de anos anteriores, como é o caso do Primus 2013 (Dão), Soalheiro Alvarinho Reserva 2014, Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2010 e 2011 (V. Verdes).
É de salientar:
.A região Vinhos Verdes e a casta Alvarinho, com praticamente 50 % dos vinhos seleccionados
.A consistência das marcas Soalheiro e Anselmo Mendes
.A presença confortável do Douro
.A quase ausência dos brancos do Dão, uma injustiça (mea culpa)
.A inclusão de marcas fora dos radares da crítica (Casa das Gaeiras, Olho no Pé e Marquês Marialva).
A próxima crónica será dedicada aos vinhos tintos.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Almoço com vinhos fortificados (27ª sessão) : a fechar em glória o 2017

Neste último evento do ano 2017, o chamado Grupo dos Madeiras, na sua máxima força, reuniu na sala privada da Enoteca de Belém. Foi o nosso almoço de Natal. Desta vez, os tachos estiveram à responsabilidade do Rui Marques, braço direito do Ricardo, ficando a orientação do repasto e o serviço de vinhos a cargo do Nelson, uma vez mais. Correu tudo muito bem (gastronomia, copos, temperaturas, ritmo,...), com o desempenho de ambos a merecer nota alta.
A bebida de boas vindas, a acompanhar frutos secos, foi um espumante Loridos, simpática oferta da Enoteca, a cumprir bem a sua missão.
Com os participantes já sentados, desfilaram:
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2013 magnum (trazida pelo Modesto) - nariz exuberante, fresco e mineral, presença de citrinos, acidez q.b., algum amanteigado, volume e final de boca assinaláveis. Elegante e equilibrado, pode ser bebido a solo. Nota 18.
.Soalheiro Alvarinho Reserva 2010 (também pelo Modesto) - nariz discreto, alguma evolução e acidez, notas amanteigadas, grande estrutura, mas final de boca médio. Muito gastronómico. Nota 17,5+.
Estes 2 brancos acompanharam pão e azeite Esporão Virgem Extra, ambos belíssimos e uma surpreendente cavala braseada em cama de legumes e puré de milho.
.Qtª Ribeirinho Baga Pé Franco 2005 (garrafa nº602/1400 levada pelo Juca) - ainda com alguma fruta, acidez evidente, um toque metálico, especiado, taninos presentes mas civilizados, algum volume e final de boca muito longo. Elegante e complexo. Nota 18,5+.
.Qtª Vallado Adelaide 2005 (garrafa nº727/2000 levada pelo João) - com base em vinhas velhas; nariz contido, alguma fruta e acidez, taninos presentes, especiado, volume e final de boca consideráveis. Concentrado e complexo. Nota 18,5.
Estes 2 tintos harmonizaram bem com um polvo à lagareiro.
.Qtª Carvalhais Único 2009 (garrafa nº2539 levada por mim) - com base maioritariamente na casta Touriga Nacional; aroma intenso, ainda com fruta, notas florais, acidez equilibrada, taninos civilizados, volume e final de boca consideráveis. Elegante e harmonioso. Nota 18,5.
.Four C 2009 (levado pelo J.Rosa) - nariz intenso, agressivo na boca, volume e final de boca intensos, mas muito desequilibrado. Foi o elo mais fraco. Nota 16,5.
Estes 2 tintos casaram com umas belíssimas bochechas de porco preto, puré de batata doce e ervilhas.
.Bastardinho de Azeitão JMF 1927 (da garrafeira do Adelino, tal como os restantes fortificados) - límpido e cristalino na cor, presença de citrinos e frutos secos, acidez equilibrada, taninos presentes, volume e final de boca consideráveis. Impressionante! Nota 18,5+.
.Adega do Torreão Bastardo 1927 - presença de frutos secos, notas de iodo e caril, vinagrinho algo excessivo, sabor a garrafa pronunciado, algum volume e final de boca interminável. Controverso, suscitou paixões e desamores. Uma raridade! Nota 17,5.
Estes 2 fortificados de 1927 acompanharam um papo de anjo e fruta laminada.
.Justino's Terrantez Old Reserve - fortificado com algumas dezenas de anos; presença de frutos secos, citrinos, vinagrinho, notas de iodo e brandy, taninos evidentes, volume e final de boca consistentes. Muito complexo e equilibrado. Outra raridade! Nota 19.
Acompanhou uma tábua de queijos.
Foi mais uma grande sessão de convívio, comeres e beberes, com algumas raridades que se bebem uma vez na vida (obrigado, Adelino!).