quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Novo Formato+ (27ª sessão) : um banquete em S.Francisco da Serra

Esta última sessão deste grupo denominado Novo Formato duplicou o nº de participantes, pois reuniu à mesa 16 pessoas em vez das 8 habituais. O repasto decorreu em S. Francisco da Serra, "chez" Lena/Juca, sendo a gastronomia e os vinhos da sua responsabilidade. Diga-se, desde já, que o Juca estava inspirado e que tudo o que saiu das suas mãos estava 5 estrelas. Promovo-o a "chefe"!
Quanto aos vinhos (1 espumante, 1 branco, 3 tintos, 1 Moscatel e 2 Madeiras), desta vez provados com os rótulos à vista, desfilaram:
.Soalheiro Alvarinho Bruto 2015 - foi o vinho de boas vindas e cumpriu bem a sua função, acompanhando frutos secos, charcutaria, ovos de codorniz, tapas de queijo com tomate seco, etc...
.Soalheiro Alvarinho 2015 magnum - aroma intenso, frutado e algo tropical, acidez no ponto, notas amanteigadas, algum volume e final de boca.Gastronómico. Nota 17.
Maridou com uma saborosa sopa rica de peixe.
.Borges Verdelho 20 Anos - serviu para limpar o palato.
.Diga? 2009 magnum - com base na casta Petit Verdot; ainda com muita fruta vermelha, acidez equilibrada, notas especiadas, taninos presentes mas não agressivos, algum volume e acentuado final de boca. Ainda longe da reforma. Nota 17,5+.
Harmonizou com o tradicional rabo de boi com puré de batata. Belíssimo! Como é possivel não gostar deste prato?
.Aalto 2014 magnum - aroma afirmativo, muito frutado, acidez no ponto, taninos afirmativos mas civilizados, algum volume e final de boca; ainda demasiado jóvem, mas com grande potencial, precisa de uma meia dúzia de anos para se complexizar. Nota 18 (provisória).
.Pintas 2011 magnum - o vinho tinto português mais classificado na Wine Spectator (98 pontos); aroma fino, ainda com fruta vermelha e com nuances terciárias, acidez equilibrada, mas com um desagradável toque químico; taninos vigorosos, volumoso e final de boca longo; ainda pode esperar mais 7/8 anos. Nota 18 (também provisória).
Acompanhou uma tábua de queijos, com destaque para o Terrincho Velho.
.Moscatel Roxo 20 Anos José Maria da Fonseca (engarrafado em 1983) - presença de frutos secos e mel, notas iodadas, acidez nos mínimos, algum volume e final de boca muito doce. Nota 17,5.
Servido com uma série de doces e salada de frutas.
.Artur Barros e Sousa Verdelho Reserva Velha (engarrafado em 2007) - notas iodadas bem presentes, frutos secos, vinagrinho, taninos firmes, bom volume e final de boca interminável. Fino, elegante, harmonioso e complexo. A Madeira no seu melhor! Nota 19.
Foi uma grande jornada de convívio, comeres e beberes. Os anfitriões esmeraram-se. Obrigado Lena! Obrigado Juca!

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