terça-feira, 4 de abril de 2017

Novo formato+ (26ª sessão) : nota alta para os tintos Douro 2007 e um Madeira excepcional

Esta última jornada foi da minha responsabilidade, com 8 vinhos da minha garrafeira (1 generoso dos Açores, 2 brancos de 2015, 4 tintos de 2007 e 1 Madeira). O repasto de correu na sala nova da Enoteca de Belém, onde a comida vinda da cozinha foi ali empratada, tendo o Ricardo dirigido as operações. Tirando a torta servida como uma das sobremesas, todos os pratos atingiram um patamar alto. Na sala, o Ângelo encarregou-se de tratar dos vinhos, provados (à excepção do primeiro) todos às cegas, depois de previamente decantados. Serviço de 5 estrelas.
Para cada prato, foram postos em confronto 2 vinhos. Desfilaram:
.Czar Superior 2009, com a indicação de meio doce no rótulo (o que não é verdade, pois este vinho do Pico é meio seco e óptimo como aperitivo) - com base nas castas Verdelho, Arinto dos Açores e Terrantez do Pico; frutos secos, notas de iodo, caril e brandy, sugere alguma semelhanças com um Madeira, mas sem o seu típico vinagrinho. Foi a bebida de boas vindas. Nota 17.
Acompanhou frutos secos.
.Redoma Reserva 2015 - presença de citrinos e fruta cozida, alguma acidez e mineralidade, volume e final de boca médios. Esperava mais. Nota 17.
.Conceito 2015 - complexidade aromática, notas cítricas e vegetais, acidez equilibrada, alguma gordura, volume e final de boca. Venceu claramente o confronto. Nota 17,5+.
Estes 2 brancos maridaram com uma canja de bacalhau e couve cozinhada em molho de ostras.
.Qtª do Vesúvio - aroma afirmativo, ainda com fruta, acidez no ponto, notas especiadas, taninos civilizados, volume apreciável e final longo. Elegante e harmonioso. Nota 18.
.Qtª do Noval - nariz mais discreto, ainda com fruta, acidez equilibrada, taninos de veludo, especiado, algum volume e final de boca persistente. Mais envolvente e complexo que o anterior. Nota 18,5.
Estes 2 tintos, ainda longe da reforma, harmonizaram com um saboroso polvo no forno com arroz cremoso.
.Ferreirinha Reserva Especial - aroma intenso, muita fruta vermelha, alguma acidez e complexidade, fresco e floral, algo especiado, taninos civilizados, volume e final de boca assinaláveis. Em forma mais ainda alguns anos. Nota 18,5.
.Qtª do Crasto Maria Teresa - aromas terciários, ainda com alguma fruta  acidez, complexo e especiado, com predominância de pimenta, presença de taninos mas não agressivos, volume notável e extenso final de boca. Longevo e um dos grandes vinhos do Douro! Nota 19.
Estes 2 tintos casaram bem com lombinhos de porco ibérico.
.Borges Malvasia +40 Anos (garrafa nº 827/1000) - frutos secos, vinagrinho, notas de iodo, caril e brandy, taninos evidentes, grande volume e final interminável com alguma doçura. A Madeira no seu melhor! Nota 19.
Acompanhou uma torta com doce de ovos, tábua de queijos e fruta laminada.
Foi mais uma grande sessão de convívio, com grandes vinhos, boa gastronomia e serviço, como a Enoteca de Belém nos tem habituado.
.

Sem comentários:

Enviar um comentário