terça-feira, 18 de abril de 2017

Enoturismo no Douro (III) : o DOC

continuando:
Este imperdível restaurante em Folgosa do Douro, praticamente em cima do rio, já era meu conhecido. A minha estreia em 2007 foi algo frustante, mas a revisita em 2011 apagou a má impressão inicial, tendo-o considerado "uma referência não só no Douro, como no resto do país e vale todos os euros da conta", em crónica publicada em 16/7/2011 com o título "Rescaldo da ida ao Douro (I) : o DOC...".
Calhou agora ter ficado numa mesa com vista para um ecran de televisão ligado à cozinha, podendo acompanhar o que por lá se fazia e que não era pouco. Contei 11 empregados em diversas tarefas à volta dos tachos e somando-os aos 9 que estavam na sala, davam a inacreditável soma de 20, debaixo da batuta da Cristina Canelas, mulher do chefe, muito dinâmica, eficiente e simpática. O Rui Paula não estava, mas entrou em directo via skype e falou com algumas pessoas. Mais:
.O Doc tem um espaço climatizado para vinhos, com capacidade para 2000 garrafas. Uau!
.As empregadas que punham os talheres na mesa, faziam-no de luva branca. Afinal não é só na Mesa de Lemos...
.Os vinhos chegavam à mesa sempre antes de a comida, em bons copos Scohtt e um serviço de 5 estrelas.
.A ementa impressa com o menu do grupo era muito pormenorizada, incluindo não só o que íamos comer, mas também os vinhos que iam ser servidos, com a indicação dos respectivos produtores, enólogos, castas e teor alcoólico. Uma mais valia.
Quanto a comeres e beberes, desfilaram:
.Espumante Terras do Demo que desempenhou bem o papel de vinho de boas vindasa e acompanhou um carpaccio de vitela com gelado de chili e quejo parmesão.
.Mapa 2015 branco - fresco e mineral, com alguma acidez, mas notas muito vegetais e um final amargo desagradável. Nota 15,5.
Harmonizou com um robalo, arroz selvagem e legumes salteados.
.Mapa Reserva 2014 tinto - aroma intenso, frutado, acidez equilibrada, notas de esteva, taninos civilizados, alguma rusticidade, volume e final de boca médios. Nota 16,5.
Maridou com cachaço de porco, puré de aipo e espargos.
Antes da sobremesa foi servido um limpa palato muito refrescante.
.Rozés Infanta Isabel 10 Anos - ainda com fruta preta, mas já com notas de frutos secos e brandy, alguma acidez e taninos, final de boca médio e doce. Nota 16,5
Fez companhia a um crepe de leite creme crocante e frutas exóticas.
Resumindo e concluindo, este jantar no DOC foi um dos pontos mais altos da nossa viagem. A gastronomia e o serviço foram de grande qualidade, mas foi pena que os vinhos servidos não estivessem à altura dos acontecimentos. Mas não se pode ter tudo...
continua...

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