quinta-feira, 27 de abril de 2017

Boas notícias : 25 de Abril, Quando Portugal Ardeu, Barca Velha e OliStori

1.25 de Abril
A boa notícia é que o espírito de Abril ainda está vivo e não se esgotou na geração que o viveu. Milhares de pessoas manifestaram-se em Lisboa, com alegria e militância. Mais, parte considerável dos manifestantes era jóvem, o que sinceramente me surpreendeu.
Depois de ter almoçado na Associação 25 de Abril, também me incorporei na manifestação onde encontrei amigos que já não via há algum tempo.
A outra boa notícia é que os militares de Abril voltaram ao Parlamento, do qual se tinham afastado por motivos óbvios.
E para o ano, há mais. 25 de Abril, sempre!
2.Quando Portugal Ardeu
É o título de um oportuno livro da autoria de Miguel Carvalho, jornalista de investigação no semanário Visão, editado nas vésperas do 25 de Abril pela Oficina do Livro. Como sub-título lê-se "Histórias e segredos da violência política no pós-25 de Abril", tendo como pano de fundo a rede bombista e os contra-revolucionários do MDLP. Para a geração que viveu estes tempos é importante recordar e, para as gerações mais novas é importante conhecer.
É, portanto, uma boa notícia. Já o li num fôlego e recomendo-o.
2.Barca Velha 2008
Outra boa notícia: o Barca Velha 2008 acabou de obter 100 pontos, atribuídos pela revista norte americana Wine Enthusiast, a nota mais alta desde sempre conseguida por um vinho português não fortificado. Parabens à Sogrape e à sua equipa de enologia, encabeçada pelo Luis Sottomayor.
Já tive a ocasião de provar este portentoso vinho e dele dei notícia na crónica "Vinhos em família : Barca Velha e outros", publicada em 7/3/2017, onde referi "(...) será talvez o melhor Barca Velha de sempre (...). Nota 19". Mas, pelos vistos, fui somítico na nota dada.
3.OliStori
Mais uma boa notícia: abriu recentemente a OliStori (Rua da Madalena,137), uma loja que apostou fortemente nos azeites portugueses de referência. Em parte, a respectiva selecção de azeites, inspira-se no livro "Os melhores 100 Azeites de Portugal" do jornalista Edgardo Pacheco (editora Lua de Papel), que recomendo vivamente.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Enoturismo no Douro (IV) : Qtª do Vallado e Qtª Nova N. Srª do Carmo

...continuando:
1.Qtª do Vallado
Tive muita pena que o Francisco Ferreira, um dos mediáticos Douro Boys, não pudesse ter aparecido para lhe dar um grande abraço e recordar os bons velhos tempos das Coisas do Arco do Vinho (CAV). Eu já estive aqui por diversas vezes, mas é sempre um prazer voltar.
Fomos recebidos pela Joana Gomes, uma enóloga responsável pelo enoturismo da Qtª do Vallado, que nos conduziu e guiou, com o maior dos profissionalismos e simpatia, pela adega nova e sala das barricas. Também tivemos oportunidade de provar os seguintes vinhos:
.2016 branco (correcto, mas sem impressionar)
.2015 tinto (idem)
.Touriga Nacional 2014 (estruturado e complexo, volume e final de boca apreciáveis)
.Reserva 2014 (com base em vinhas velhas, grande complexidade, mas a precisar de tempo para se harmonizar)
.Tawny 10 Anos (com um bom potencial, parecendo ter mais uns anitos, está ao nível do R P provado na véspera)
2.Qtª Nova
Já a conhecia na versão antiga onde, a convite do casal Fátima Burmester e António Pimenta, passei um fim de semana com a minha mulher. A Qtª Nova, agora pertença da família Amorim, foi ampliada e modernizada.
Em representação da Luisa Amorim fomos recebidos pela Paula Sousa, responsável pelo enoturismo,  já minha conhecida dos tempos das CAV, que nos conduziu directamente para o restaurante (o Conceitus Winery, cujo chefe estava presente e dá pelo nome de Rui Frutuoso).
Durante o repasto e apresentados pela Paula Sousa, desfilaram:
.Qtª Nova 2014 tinto - aromas primários, muita fruta vermelha, alguma acidez, taninos presentes, volume e final médios. Nota 16.
Não gostei da ligação com o belíssimo caldo verde, tosta de broa e chouriço.
.Grainha Reserva 2015 branco - com base nas castas tradicionais do Douro a que se juntou a Fernão Pires, estagiou 15 meses em barrica - presença de citrinos e fruta cozida, alguma acidez e notas amanteigadas, volume e final de boca agradáveis. Nota 16,5+.
Maridou bem com um saboroso carpaccio de polvo (também ligaria com o caldo verde, em minha opinião).
.Qtª Nova Grande Reserva 2013 (previamente decantado) - com base em vinhas velhas e Touriga Nacional, estagiou 18 meses em barrica; aroma envolvente, frutado, complexo e especiado, acidez equilibrada, taninos presentes, volume e final de boca notáveis. Grande potencial de evolução, melhor daqui a 6/7 anos. Nota 18.
Harmonizou com um naco de vitela, batata a murro e legumes salteados. Pena que alguma carne, embora saborosa, tivesse demasiado al dente.
.Qtª Nova LBV 2012 - nariz contido, muita fruta, taninos ainda por domar, final doce. Nota 16.
Não ligou muito bem com a sobremesa (crocante de leite de creme com gelado de nata). Harmonizaria melhor com uma sobremesa à base de chocolate.
O serviço foi eficiente e esclarecido, com os vinhos a chegarem à mesa antes dos pratos.
Depois do almoço, a Paula Sousa, muito profissional e o braço direito da Luisa Amorim, mas também simpática e divertida, conduziu-nos numa visita à adega e sala das barricas. No final ainda tivemos a oportunidade de provar 3 vinhos (Pomares 2015 branco, Qtª Nova Reserva 2014 e Grainha Reserva 2014).
continua...

quinta-feira, 20 de abril de 2017

No rescaldo do peixe em Lisboa 2017

Este ano o Peixe em Lisboa sofreu várias alterações, umas para melhor e outras para pior.
Em primeiro lugar, a localização. Saíu do Pátio da Galé, em pleno Terreiro do Paço, onde era fácil de chegar, para se espraiar no renovado Pavilhão Carlos Lopes, onde quem leve carro não é nada fácil estacioná-lo. Tinha, de facto, mais lugares sentados, mas eu gostei francamente das edições anteriores.
Em segundo lugar, a parceria com os meus amigos da José Maria da Fonseca terminou. Em sua substituição, um balcão de vinhos da Região de Lisboa que possibilitava, a copo, o consumo de 2 espumantes, 21 brancos (3 eram colheitas tardias), 8 rosés, 12 tintos (lamentavelmente todos à temperatura ambiente), 3 licorosos e 2 aguardentes. Preços de 2 a 8 €. Apesar desta maior oferta, eu preferia a modalidade vinhos da JMF.
Em terceiro lugar, o sistema de pagamento. Acabou o antigo sistema de senhas e à entrada cada participante recebia um cartão tipo MB que ia acumulando as despesas feitas, a pagar à saída. Muito mais prático, embora perigoso pois passei a gastar algo mais.
Dos 10 restaurantes presentes, experimentei 6 no total das duas visitas:
.Boi-Cavalo - lingueirão, miso, beterraba e trigo sarraceno (curioso, nada mais do que isso)
.Sá Pessoa - polvo assado, molho romesco e alcaparras (muito saboroso, talvez o melhor prato provado)
.Kiko Martins - mini sandes de choco e camarão (uma delícia)
.Bertílio Gomes - carapau curado, muxama, framboesas e caldo de tomate (interessante)
.Paulo Morais - terrina de foie gras com peixes curados (saboroso, mas servido demasiado frio)
.Ibo - croquetes de sapateira com maionese de lima (não sabia à dita sapateira, uma pena)
Alguns dos chefes responsáveis estavam presentes, nomeadamente o Sá Pessoa, o Paulo Morais, o Bertílio Gomes e o João Pedrosa (do Ibo), o que é de louvar.
Bebi, no primeiro dia, uma deliciosa cerveja 1927 Munich Dunkel (2 €) e, no segundo, um copo de branco Qtª Chocapalha Arinto 2015, fresco e mineral (6 €, algo exagerado).
Uma curiosidade: este ano não houve borlas no café que era, novamente, Nexpresso.
Resumindo e concluindo, o meu voto é para que o Peixe em Lisboa regresse ao Terreiro do Paço. Tenho dito!

terça-feira, 18 de abril de 2017

Enoturismo no Douro (III) : o DOC

continuando:
Este imperdível restaurante em Folgosa do Douro, praticamente em cima do rio, já era meu conhecido. A minha estreia em 2007 foi algo frustante, mas a revisita em 2011 apagou a má impressão inicial, tendo-o considerado "uma referência não só no Douro, como no resto do país e vale todos os euros da conta", em crónica publicada em 16/7/2011 com o título "Rescaldo da ida ao Douro (I) : o DOC...".
Calhou agora ter ficado numa mesa com vista para um ecran de televisão ligado à cozinha, podendo acompanhar o que por lá se fazia e que não era pouco. Contei 11 empregados em diversas tarefas à volta dos tachos e somando-os aos 9 que estavam na sala, davam a inacreditável soma de 20, debaixo da batuta da Cristina Canelas, mulher do chefe, muito dinâmica, eficiente e simpática. O Rui Paula não estava, mas entrou em directo via skype e falou com algumas pessoas. Mais:
.O Doc tem um espaço climatizado para vinhos, com capacidade para 2000 garrafas. Uau!
.As empregadas que punham os talheres na mesa, faziam-no de luva branca. Afinal não é só na Mesa de Lemos...
.Os vinhos chegavam à mesa sempre antes de a comida, em bons copos Scohtt e um serviço de 5 estrelas.
.A ementa impressa com o menu do grupo era muito pormenorizada, incluindo não só o que íamos comer, mas também os vinhos que iam ser servidos, com a indicação dos respectivos produtores, enólogos, castas e teor alcoólico. Uma mais valia.
Quanto a comeres e beberes, desfilaram:
.Espumante Terras do Demo que desempenhou bem o papel de vinho de boas vindasa e acompanhou um carpaccio de vitela com gelado de chili e quejo parmesão.
.Mapa 2015 branco - fresco e mineral, com alguma acidez, mas notas muito vegetais e um final amargo desagradável. Nota 15,5.
Harmonizou com um robalo, arroz selvagem e legumes salteados.
.Mapa Reserva 2014 tinto - aroma intenso, frutado, acidez equilibrada, notas de esteva, taninos civilizados, alguma rusticidade, volume e final de boca médios. Nota 16,5.
Maridou com cachaço de porco, puré de aipo e espargos.
Antes da sobremesa foi servido um limpa palato muito refrescante.
.Rozés Infanta Isabel 10 Anos - ainda com fruta preta, mas já com notas de frutos secos e brandy, alguma acidez e taninos, final de boca médio e doce. Nota 16,5
Fez companhia a um crepe de leite creme crocante e frutas exóticas.
Resumindo e concluindo, este jantar no DOC foi um dos pontos mais altos da nossa viagem. A gastronomia e o serviço foram de grande qualidade, mas foi pena que os vinhos servidos não estivessem à altura dos acontecimentos. Mas não se pode ter tudo...
continua...

sábado, 15 de abril de 2017

Enoturismo no Douro (II) : Quinta da Ervamoira

...continuando:
Na primeira jornada fizemos uma directa de Lisboa à Quinta da Ervamoira, um sonho que José António Rosas, na altura administrador da Ramos Pinto, conseguiu tornar realidade, após um esforço hercúleo que começou em Lisboa e acabou no Douro Superior. É uma das quintas mais emblemáticas do Douro e quem nunca lá foi,não conhece verdadeiramente aquela Região!
O grupo foi recebido pelo João Nicolau de Almeida, sobrinho do José Rosas e um grande senhor no mundo do vinho, que nos obsequiou com um Porto Branco (o Adriano White Reserve) e orientou uma prova antes do almoço, tendo apresentado o Adriano Reserva e os R P 10, 20 e 30 Anos, em "crescendum" de qualidade.
O almoço, que começou já passava das 14h30 (um ponto a rever em próximas visitas), desenrolou-se junto ao Museu e debaixo do grande alpendre que já nos albergara quando ali estive com o grupo de amigos e clientes das Coisas do Arco do Vinho.
Na mesa, uma ementa impressa com a indicação do menú regional que constava de um creme de cenoura, uma feijoada à transmontana, óptima para recuperar energias, e um gelado de figo a fechar.
Acompanharam:
.Duas Quintas 2014 - nariz contido, muita fruta vermelha, alguma acidez e rusticidade, volume e final médios. Servido em copo Riedel e gastronómico, casou bem com a feijoada. Nota 16,5.
.R P 10 Anos - já com pouca fruta, frutos secos a imporem-se, notas de maracujá e algum brandy, taninos evidentes, volume e final de boca médios. Nota 16,5+.
No final do repasto e após a oferta de uma garrafa de Duas Quintas Reserva 2014 a cada um de nós, com o rótulo personalizado pela Tryvel, a Ana Filipa Correia conduziu uma visita ao imperdível Museu que, segundo o folheto que nos foi distribuído, inclui " (...) peças da época da ocupação romana e da Idade Média (...) e alguma garrafas históricas da Ramos Pinto (...)".
Curiosamente, reencontrámos (a minha mulher e eu) a Sónia Teixeira que nos guiou na nossa primeira visita à Quinta da Ervamoira, ainda no século XX! Ela é uma mulher tipo 3 em 1, pois é motorista, guia e serve à mesa, além de muito simpática.
Esta primeira etapa foi, para mim, o ponto mais alto da viagem ao Douro. Agradeço ao Rui e à Maria João, a oportunidade de voltar a revisitá-la!
Antes do jantar, tivemos ainda a oportunidade de assistir, na Quinta da Roeda (Croft), à abertura a fogo de uma garrafa de Porto Vintage 2002, que também tivemos a ocasião de provar. É sempre um espectáculo!
Continua...

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Enoturismo no Douro (I) : mais outra grande jornada

Depois de ter participado numa viagem ao Dão, a qual deu origem a 6 crónicas neste blogue, sendo a primeira "Enoturismo no Dão (I) : uma jornada inesquecível", publicada em 8/10/2016, seguiu-se-lhe uma grande jornada no Douro, passando ao lado de uma visita ao Alentejo, cujas datas (nos primeiros dias de Dezembro) não eram nada aliciantes.
Mais uma vez, os responsáveis foram o Rui Nobre, o promotor destas viagens, e a Maria João Almeida, a animadora no terreno. Estão, ainda, previstas até ao final do ano viagens aos Açores, Rioja, Tokaji, Mendoza e Toscania. Mais informações em tryvel.pt/trywine.
Voltando ao Douro, visitámos a Quinta da Erva Moira (talvez o momento mais alto da viagem e onde almoçámos), a Quinta da Roeda (apenas para assistirmos a uma demonstração de abertura a fogo de uma garrafa de Porto Vintage), Quinta do Vallado, Quinta Nova Nossa Senhora do Carmo (onde almoçámos) e Quinta do Portal (onde almoçámos). Jantámos no DOC (outro momento muito alto da jornada) e no Castas e Pratos (o menos conseguido), tendo ficado alojados 2 noites no magnífico Hotel Vintage House.
O balanço da viagem foi altamente positivo, apenas alertando para o facto de em próximas edições ser revista a utilização de um autocarro nada apropriado a transitar nas estradas do Douro, que obrigou o motorista, aliás de 5 estrelas, a fazer manobras em excesso.
Se não me enganei no inventário, provámos no decorrer desta viagem 12 vinhos (2 brancos, 3 tintos e 7 Portos) e bebemos às refeições mais 19 vinhos (4 brancos, 7 tintos e 8 Portos), num total de 31 néctares. É obra!
À semelhança do enoturismo no Dão, a Tryvel distribuíu uma pequena brochura a cada um dos participantes, que incluía o programa, informação sobre o alojamento, consehos úteis e uma história resumida de cada local visitado. Remeto para o livro "Guia do Enoturismo em Portugal" da Maria João Almeida, o desenvolvimento das histórias de cada produtor.
Em próximas crónicas, que poderão não ser consecutivas, desenvolverei a visita a cada um dos locais citados.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Grupo dos 6 : tintos de 2008 e 1 Fonseca 1997

Este novo grupo de partilha de bons néctares, constituído à volta de um Bual 1920 (ver crónica "Almoço com Bual 1920 e outras pingas de eleição" publicada em 14/2/2017) voltou a juntar-se à volta de outras boas pingas (2 brancos surpresa, 3 tintos de 2008 e 1 Fonseca Vintage 1997) que se portaram muito bem. O repasto foi no Comendador Silva, descoberto há pouco tempo (ver crónica "Grupo dos 3 (...)" publicada em 26/3/2017) e que merece todos os elogios, embora peque por ter 2 televisores ligados, embora sem som. Não havia necessidade...
Mas vamos aos beberes e comeres que os acompanharam. E eles foram:
.Lacrau Garrafeira 2011 (levado pelo Frederico) - com base em vinhas velhas; aroma intenso, presença de citrinos e fruta cozida, ligeira oxidação, acidez equilibrada e notas amanteigadas, madeira bm casada, volume e final de boca notáveis. Um branco surpreendente, lançado há pouco tempo. Nota 18.
.Vinha dos Amores Encruzado 2014 (levado pelo João) - veio ocupar o lugar dos Condes e Condessas de Santar, marca descontinuada; muito aromático com citrinos bem presentes, fresco e mineral, acidez acentuada, elegante e harmonioso, estrutura e final de boca médios. Nota 17,5.
Estes brancos acompanharam pastéis de bacalhau, croquetes de alheira e uma belíssima sopa de peixe e marisco.
.Leo d´Honor 2008 (levado pelo Juca) - 100 % da casta Castelão; nariz contido, boa acidez, notas químicas, especiado, taninos civilizados, algum volume e final longo. Uma boa surpresa e a Castelão no seu melhor. Nota 18.
.Qtª Vale Meão 2008 (levado pelo J.Rosa) - com base nas castas Touriga Nacional (55 %) e Touriga Franca (30 %) e outras (15 %); cor muito viva, ainda frutado, acidez equilibrada, taninos muito presentes mas civilizados, grande volume e final de boca extensíssimo. O Douro no seu melhor. Nota 18,5+.
.Três Bagos Grande Escolha 2008 (levado por mim) - aromas terciários, belíssima acidez, taninos de veludo, especiado e complexo, muito elegante e harmonioso, volume e final de boca equilibrados. Nota 18,5.
Estes tintos harmonizaram com um bacalhau com puré de grão e grelos e, ainda, com um naco da vazia com puré de batata.
.Fonseca Vintage 1997 (levado pelo Adelino) - ainda muito frutado e jóvem, alguma doçura, taninos presentes e bem comportados, volume acentuado e final de boca persistente. Há que esperar por ele mais uns anitos. Nota 18.
Acompanhou pão de ló de chocolate.
Mais uma boa sessão de convívio, comeres e beberes.

domingo, 9 de abril de 2017

Curtas (LXXXVI) : os Imperdíveis e 2 novos espaços

1.Imperdíveis
Já aqui referi, por diversas vezes, este interessante e imperdível programa do Porto Canal, focado no mundo do vinho. No entanto, como no melhor pano pode cair uma nódoa, este novo formato não é excepção. A parte do programa dedicada a uma prova cega de vinhos não tem qualquer lógica e não faz nenhum sentido ao comparar o que não é comparável. Num dos últimos episódios que vi, a prova cega dedicada a vinhos da Madeira até 30 € metia no mesmo saco:
.Cossart Gordon Bual 2005
.Henriques & Henriques Single Harvest 1997
.Barbeito Single Harvest Tinta Negra 2004
.Blandy's Single Harvest Malmsey 2006
.Borges Malmsey 1998
Castas e anos de colheita diferentes, tudo ao molho. Francamente! Ó senhores dos Imperdíveis, corrijam lá esse disparate!
2.Nova
É um novo espaço, misto de loja e bar, que se situa em pleno Chiado (R. Nova do Almada,20). O seu mentor é o Pedro Caixado, ligado ao nascimento do nosso (do Juca e meu) projecto Coisas do Arco do Vinho, pois foi ele, como criativo e design de profissão, que concebeu o feliz, inconfundível e emblemático logotipo. Desejo-lhe muitos anos de vida.
3.Wine District
Pertencente à Quinta de São Sebastião e também localizado no Chiado (R. Ivens,44), é um imenso e impressionante espaço de "wine e tapas", bem equipado com uma série de armários térmicos, que se espalha por loja, bar e esplanada interior. Embora abra à hora do almoço, não tem cozinha, o que é algo contraditório, esgotando-se nos queijos, enchidos e conservas, mais apropriados para finais de tarde. A ver vamos...

sábado, 8 de abril de 2017

Expressões da Nossa Terra : um curioso e original espaço 3 em 1

Este curioso e original espaço de restauração tipo 3 em 1 (restaurante & petisqueira/ garrafeira & wine bar/ mercearia & charcutaria) fica bem perto do Comendador Silva, mas do outro lado da rua (R. Latino Coelho, 63A). Edita bimestralmente uma pequena brochura (8 páginas) inspirada no tradicional almanaque Borda d' Água, com uma série de informações e a ementa dos jantares e dos almoços de Sábado.
Durante a semana, nos almoços de 2ª a 6ª feira a ementa é fixa e custa 10 €, com direito a couvert, sopa, prato e bebida. Uma pechincha! Quando lá fui tive direito a um creme de favas, coentrada de pampo (escolhido entre 3 pratos) e um copo de vinho.
Quanto a vinhos, a lista não é nada óbvia e apresenta preços muito sensatos. Inventariei 2 champanhes, 5 espumantes (1 a copo), 39 brancos (3), 50 tintos (6) e 6 fortificados (Porto, Madeira e Moscatel, todos a copo). Mas, lamentavelmente, os anos de colheita estão omissos. Uma pena...
Bebi o Torres de Estremoz 2016 - enologia do Tiago Cabaço; nariz austero, alguma fruta, notas vegetais intensas, acidez nos mínimos, magro de corpo e final de boca amargo. Abaixo do expectável. Nota 14. A garrafa veio à mesa, o vinho dado a provar e servida uma quantidade generosa num bom copo.
Como mais valia, a existência de armários térmicos para os tintos. Serviço simpático, eficiente e muito despachado. Recomendo uma visita ao WC, onde se pode ver/ler uma das paredes completamente forrada com páginas da Revista de Vinhos.
Tenciono voltar.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Vinhos em família (LXXVIII)

Mais 4 vinhos provados em família com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega. E eles foram:
.Hexagon 2008 (oferta da Confraria do Periquita, da qual faço parte) - o nome deve-se ao facto de serem 6 gerações da família Soares Franco e 6 castas (Touriga Nacional, Touriga Franca, Syrah, Trincadeira, Tinto Cão e Tannat); nariz discreto, notas florais, acidez no ponto, ainda com alguma fruta, levemente especiado, taninos civilizados, madeira bem casada, volume e final de boca médios. Elegante e no ponto óptimo de consumo. Nota 17,5.
.PAPE 2011 - com base, em parte, na Touriga Nacional; nariz contido, fresco e floral, bela acidez, acentuado volume de boca e final persistente. Melhor 24 horas depois. A consumir dentro de 7/8 anos. Nota 18.
.Comendador Delfim Ferreira (Qtª dos Frades) 2011 (garrafa nº 1410/2700); enologia de Anselmo Mendes; com base em vinhas velhas e com pisa a pé; ainda com fruta, acidez equilibrada, notas de esteva, especiado, volume e final de boca notáveis. Complexo e harmonioso. Uma boa surpresa que ainda não conhecia. Nota 18,5.
.Cossart Gordon Terrantez 1977 (engarrafado em 2004) - aroma intenso e complexo, frutos secos, vinagrinho, notas de iodo, brandy e caril, taninos presentes, volume considerável e final de boca muito longo. A Madeira no seu melhor! Nota 18,5+.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Novo formato+ (26ª sessão) : nota alta para os tintos Douro 2007 e um Madeira excepcional

Esta última jornada foi da minha responsabilidade, com 8 vinhos da minha garrafeira (1 generoso dos Açores, 2 brancos de 2015, 4 tintos de 2007 e 1 Madeira). O repasto de correu na sala nova da Enoteca de Belém, onde a comida vinda da cozinha foi ali empratada, tendo o Ricardo dirigido as operações. Tirando a torta servida como uma das sobremesas, todos os pratos atingiram um patamar alto. Na sala, o Ângelo encarregou-se de tratar dos vinhos, provados (à excepção do primeiro) todos às cegas, depois de previamente decantados. Serviço de 5 estrelas.
Para cada prato, foram postos em confronto 2 vinhos. Desfilaram:
.Czar Superior 2009, com a indicação de meio doce no rótulo (o que não é verdade, pois este vinho do Pico é meio seco e óptimo como aperitivo) - com base nas castas Verdelho, Arinto dos Açores e Terrantez do Pico; frutos secos, notas de iodo, caril e brandy, sugere alguma semelhanças com um Madeira, mas sem o seu típico vinagrinho. Foi a bebida de boas vindas. Nota 17.
Acompanhou frutos secos.
.Redoma Reserva 2015 - presença de citrinos e fruta cozida, alguma acidez e mineralidade, volume e final de boca médios. Esperava mais. Nota 17.
.Conceito 2015 - complexidade aromática, notas cítricas e vegetais, acidez equilibrada, alguma gordura, volume e final de boca. Venceu claramente o confronto. Nota 17,5+.
Estes 2 brancos maridaram com uma canja de bacalhau e couve cozinhada em molho de ostras.
.Qtª do Vesúvio - aroma afirmativo, ainda com fruta, acidez no ponto, notas especiadas, taninos civilizados, volume apreciável e final longo. Elegante e harmonioso. Nota 18.
.Qtª do Noval - nariz mais discreto, ainda com fruta, acidez equilibrada, taninos de veludo, especiado, algum volume e final de boca persistente. Mais envolvente e complexo que o anterior. Nota 18,5.
Estes 2 tintos, ainda longe da reforma, harmonizaram com um saboroso polvo no forno com arroz cremoso.
.Ferreirinha Reserva Especial - aroma intenso, muita fruta vermelha, alguma acidez e complexidade, fresco e floral, algo especiado, taninos civilizados, volume e final de boca assinaláveis. Em forma mais ainda alguns anos. Nota 18,5.
.Qtª do Crasto Maria Teresa - aromas terciários, ainda com alguma fruta  acidez, complexo e especiado, com predominância de pimenta, presença de taninos mas não agressivos, volume notável e extenso final de boca. Longevo e um dos grandes vinhos do Douro! Nota 19.
Estes 2 tintos casaram bem com lombinhos de porco ibérico.
.Borges Malvasia +40 Anos (garrafa nº 827/1000) - frutos secos, vinagrinho, notas de iodo, caril e brandy, taninos evidentes, grande volume e final interminável com alguma doçura. A Madeira no seu melhor! Nota 19.
Acompanhou uma torta com doce de ovos, tábua de queijos e fruta laminada.
Foi mais uma grande sessão de convívio, com grandes vinhos, boa gastronomia e serviço, como a Enoteca de Belém nos tem habituado.
.

terça-feira, 28 de março de 2017

Jantar Tiago Cabaço

Mais um jantar vínico organizado pela Garrafeira Néctar das Avenidas, desta vez com vinhos do produtor/enólogo Tiago Cabaço que estava presente e os apresentou aos participantes. O repasto teve lugar no Lisboète, um dos espaços de restauração da minha preferência, com o chefe Walter Blazevic inspiradíssimo.
Na sala, a Mariana Monte que fazia anos nessa data, o que provocou que o final do jantar tivesse deslizado para o dia seguinte. Não fora isso, o ritmo de serviço teria sido o adequado. De resto, os vinhos, com excepção do último tinto, foram chegando à mesa antes da comida.
Quanto aos beberes e comeres, desfilaram:
..Com Premium 2016 - com base na casta Antão Vaz; presença de citrinos, notas vegetais, acidez no ponto, correcto e descomprometido, não fica na memória. Nota 15.
Acompanhou mousse de tamboril com legumes.
.Tiago Cabaço Encruzado 2015 - aroma intenso, fresco e frutado, acidez equlibrada, notas amanteigadas, volume e final de boca médios, gastronómico. Uma casta improvável no Alentejo, mas que se portou muito bem. Nota 16,5+.
Maridou com um excelente aveludado de bacalhau.
.Tiago Cabaço Vinhas Velhas 2015 branco - nariz austero, fruta madura, alguma acidez e gordura, volume e final de boca adocicado. Muito gastronómico. Nota 16,5.
Harmonizou bem com uma trilogia de peixe.
.Tiago Cabaço Alicante Bouschet 2013 - aromático, muita fruta preta e vermelha, excelente acidez, notas especiadas, taninos evidentes, volume e final de boca médios. Pede um prato de forno. Foi o tinto que mais me impressionou. Nota 17,5+.
Passou por cima do folhado de cogumelos.
.Blog 2012 (Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Syrah) em garrafa de 5 litros e Blog 2012 (Alicante Bouschet e Syrah) - nariz intenso, acidez equilibrada, taninos dóceis, volume e final de boca médios, distinguindo-se o primeiro pela presença de notas mais florais que lhe dá a Touriga. Nota 17,5 (para ambos).
Acompanharam um saboroso pato (mas demasiado al dente) com puré de batata.
.BD Open Minds branco doce - uma curiosidade pouco interessante. Prova-se e esquece-se de imediato. Não havia necessidade...
Em conclusão, mais um evento interessante, com algumas boas surpresas, um chefe à altura e a dona de parabens.

domingo, 26 de março de 2017

Grupo dos 3 (56ª sessão) : um Alvarinho de respeito e um tinto surpreendente

Esta última sessão foi da responsabilidade do João Quintela que trouxe 2 brancos, 1 tinto e 1 late harvest e escolheu o Comendador Silva (Rua Latino Coelho,50A), um restaurante aberto em finais do ano passado e que eu ainda não conhecia. É um espaço acolhedor, com as mesas bem aparelhadas, guardanapos de pano e bons copos. Mas, no entanto, no melhor pano pode cair uma nódoa. Neste caso são as duas televisões ligadas, embora sem som. Não havia necessidade...
A gastronomia, a cargo do chefe Napoleão Valente, e o serviço de sala com o Vitor Pereira estiveram à altura dos acontecimentos. Recomendo vivamente este espaço e tenciono voltar.
Quanto aos beberes e comeres, desfilaram:
.Portal do Fidalgo Alvarinho 2011 - aroma intenso, presença de citrinos, belíssima acidez, notas amanteigadas, algum volume e final de boca. Este Alvarinho evoluiu muito bem e ainda está longe da reforma. Nota 17,5+.
Harmonizou bem com codorniz de escabeche e alheira de caça.
.Qtª do Sobreiró de Cima Reserva 2013 - nariz austero, fresco e mineral, boa acidez, volume e final de boca médios. Gastronómico. Nota 17.
Acompanhou um imperdível Arroz do Mar.
.Canameira Grande Reserva 2011 - aroma complexo, ainda com fruta, acidez equilibrada, especiado, taninos vigorosos, volume assinalável e final de boca muito longo. Complexo e harmonioso. Melhor daqui a 7/8 anos.Uma grande surpresa! Nota 18,5.
Casou bem com uma jardineira de coelho.
.Lenz Mozer Late Harvest 2005 - notas de tangerina e casca de laranja, acidez e doçura equilibradas, alguma gordura, volume e final de boca consideráveis. Nota 17,5.
Acompanhado por uma sobremesa com sericaia, citrinos e canela.
Mais uma boa sessão com os vinhos e gastronomia à altura, num espaço de restauração de qualidade.
Obrigado João!

quinta-feira, 23 de março de 2017

Porto Extravaganza:os Garrafeiras da Niepoort (II)

2.O jantar
O título desta crónica pode enganar, pois neste jantar em que participei no 1º dia do Porto Extravaganza os Garrafeiras ficaram de fora. Nesta segunda parte do evento que decorreu no restaurante do Palácio de Seteais, tivemos a oportunidade de provar/beber 7 vinhos da Niepoort (1 rosé, 1 branco, 3 tintos e 2 fortificados) devidamente apresentados pelo Dirk que também participou no jantar.
De um modo geral a comida ficou abaixo das expectativas, o serviço cumpriu, as temperaturas dos vinhos eram mais ou menos as correctas, mas os copos Zalto (uma marca para mim desconhecida) tiveram que ser avinhados para acudir às necessidades. Cada vez que pegava num copo, ficava com o credo na boca, pois tinham um pé extremamente fino que se podia partir em qualquer momento.
O que bebemos e comemos? Ei-los:
.Redoma 2016 rosé - aroma intenso, notas apetroladas, alguma acidez e final de boca amargo. Nota 15.
Acompanhou camarão, mexilhão e lula em caldo de Bulhão Pato.
.Conciso 2015 (Dão) branco - com base nas castas Bical, Encruzado e Malvasia Fina; presença de citrinos, fruta cozida, fresco e mineral, acidez pronunciada, madeira bem casada, elegante e equilibrado, volume e final de boca assinaláveis. Longevo e gastronómico. Nota 17,5.
.Conciso 2012 (Dão) tinto - fresco com acidez demasiado presente, notas de caruma e resina, taninos rugosos, volume médio e final de boca persistente. Desequilibrado. Nota 15,5.
Estes 2 vinhos do Dão fizeram companhia a um pregado com carolino de mexilhão e tinta de choco, mas enquanto o branco harmonizou, o tinto conflituou.
.Charme 2014 - muito fresco, elegante e sofisticado, , acidez no ponto, taninos civilizados, volume e final de boca médios. Prejudicado por ter chegado à mesa gelado (!?). Nota 17,5.
.Batuta 2013 - nariz intenso, muita fruta vermelha, acidez equilibrada, especiado, taninos vigorosos, mas elegante e harmonioso, volume e final de boca apreciáveis. Nota 18.
Estes tintos casaram bem com um magret de pato.
Quase a fechar, foram servidos uma amostra do Vintage 2015, cheio de fruta e taninos, anunciando um bom futuro e, ainda, o Colheita 1974.
Acompanharam um "feulletine" de chocolate.
No fim do repasto, foi servida com o café a Aguardente Vínica Velha que já não provei.
Como conclusão, o jantar ficou uns furos abaixo da prova dos 10 Garrafeiras da Niepoort, que chegou a um inesquecível patamar de excelência.

terça-feira, 21 de março de 2017

Porto Extravaganza : os Garrafeiras da Niepoort (I)

1.A prova
Começo por dizer que neste 1º dia do Porto Extravaganza, dedicado aos Garrafeiras da Niepoort e que decorreu no Palácio de Seteais (Sintra), participei numa prova irrepetível que só acontece uma vez na vida!
Superiormente organizada pelo Paulo Cruz, o dono do Bar do Binho em Sintra, teve como primeiro anfitrião o Dirk Niepoort, o grande embaixador dos vinhos portugueses e animador dos Douro Boys.
O Dirk, coadjuvado pelo José Nogueira, seu adegueiro e reputado alquimista, apresentou 10 Porto Garrafeira do mais recente (1977) ao mais antigo (1931).
Foi um momento de veneração e partilha daqueles impressionantes néctares, não dando ocasião para poder escrever as minhas impressões sobre cada um deles. Limitei-me a pontuá-los, mas, para mim, ficou claro que os últimos 5 estão num patamar superior em relação aos 5 primeiros, que vieram com uma temperatura acima do desejável. No entanto o Dirk afirmou-me que os mais recentes chegariam ao nível dos outros. Era só uma questão de tempo. Poderá ser, mas já cá não estarei para confirmar.
Em relação aos Garrafeira e para quem não saiba, a brochura editada pela Niepoort refere "A segunda geração da família, no final do século XIX, teve a feliz ideia de adquirir a uma vidreira alemã de Oldenburg cerca de 4000 garrafões (demijohns). Eduard Marius van der Niepoort, avô de Dirk, deu destino aos demijohns e engarrafou os melhores vinhos da vindima de 1931, tendo assim criado o Garrafeira Niepoort." Acrescente-se que o Garrafeira permanece alguns anos em pipas antes de envelhecer cerca de 30 anos nos referidos garrafões de vidro, o que lhe dá um perfil muito particular e único.
Para memória futura, os Garrafeira provados foram:
.1977 (dos primeiros 5, achei este o mais promissor; nota 18)
.1976 (nota 17+)
.1974 (o menos interessante; nota 17)
.1952 (17,5+)
.1950 (17,5)
.1948 (18,5)
.1940 (18,5)
.1938 (18)
.1933 (19)
.1931 (19)
A terminar, dois apontamentos:
.1º - um dos amigos com quem fui, no final da prova fez uma oportuna e justa intervenção, elogiando o trabalho desenvolvido pelo Paulo Cruz, a condução da prova por parte do Dirk e do José Nogueira e, ainda, lembrando o papel desempenhado pelo saudoso José António Salvador na divulgação do Vinho do Porto e outros fortificados (Madeira e Moscatéis);
.2º - A SIC passou uma peça no jornal da noite de Domingo, dedicada ao Porto Extravaganza, que ainda pode ser vista.
A próxima crónica será dedicada ao jantar.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Lisboa Restaurant Week (II) : almoço no Varanda de Lisboa

Voltei a aproveitar a plataforma The Fork, para almoçar no restaurante do Hotel Mundial por 19 + 1 €, com direito ao couver (o Varanda de Lisboa deve ter sido o único espaço de restauração a oferecer o couver, o que se aplaude), entrada (a escolher entre duas), prato (idem) e sobremesa (a escolher no carrinho entre diversas).
Escolhi o folhado de queijo de cabra, bochecha de bísaro à bordalesa e uma salada de frutas tropical. Gostei francamente da bochecha e não tanto do folhado.
Quanto a vinhos, a respectiva carta peca pela omissão dos anos de colheita e por separar os brancos da Região de Vinhos Verdes dos restantes, erros que lamentavelmente são comuns à maioria dos restaurantes que conheço. Mais, os tintos estavam à temperatura ambiente.
Optei por uma garrafa (éramos 4 à mesa) do tinto Quinta da Invejosa Reserva 2011 (Palmela), para mim um ilustre desconhecido - 100 % Castelão, estagiou 12 meses em pipas de carvalho; ainda com fruta, acidez equilibrada, especiado com a pimenta a impor-se, taninos civilizados, algum volume e final de boca. Uma boa surpresa. Nota 17.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar, mas rapidamente metida num vaso com água e gelo para o pôr à temperatura correcta.
Bons copos Schott e boa prestação do enólogo do hotel.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Vinhos sem Fronteiras : mais um evento a não perder

É já no dia 25 de Março (Sábado), das 15 às 22 h, que a Garrafeira Néctar das Avenidas arranca com a 1ª edição deste evento, numa das salas do Hotel Real Palácio, onde costuma decorrer o Bairradão de boa memória. A entrada é livre, só sendo necessário adquirir o copo de prova (2 €).
Estão confirmados 8 produtores de Espanha (José Pariente, Viñedos de Nieva, Bodegas Aalto, Artadi, Martué, Bodegas Maurodos, Descendientes J. Palacios e Gramona), 9 de França (Domaine Févre, Domaine du Pegau, Chateau Haute Sarpe, Gonet-Médeville, Domaine du Bel Air,  Domaine Barmés-Buecher, Trimbach, Domaine Mikael Bouges e Chateau Minuty), 3 de Itália (Pio Cesare, Rocca Delle Macie e Borgo Molino) e, ainda, representantes da China, Líbano e Síria.
Mais informações em www.garrafeiranectardasavenidas.com.

terça-feira, 14 de março de 2017

Lisboa Restaurant Week (I) : almoço no Nobre

Após marcação através da plataforma The Fork*, por 19 + 1€ (para causas sociais), com direito a sopa/entrada, prato e sobremesa, pude almoçar no Nobre (ao Campo Pequeno), local muito frequentado por gente fina.
Escolhi a clássica sopa de santola (servida na casca), espetada de garoupa e manga com arroz malandrinho de lima e coentros e, ainda, mousse de chocolate branco com iogurte grego, gelado de framboesa e lascas de abacaxi. No final da refeição, simpática oferta de mini pastéis de nata. Tudo a um apreciável nível de qualidade e um serviço eficiente, mas muito distante.
Quanto a vinhos, a lista é pujante e com uma razoável oferta a copo. No entanto, tinha muitas faltas e era omissa quanto a anos de colheita, o que se lamenta.
Optei por um copo do Prova Régia Reserva 2014 (4,50 €) - presença de citrinos e fruta cozida, notas amanteigadas, acidez no ponto, ligeira oxidação, algum volume e final de boca. Gastronómico, ligou muito bem com a sopa e o prato. Nota 17.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar em copo Schott.
Também reparei na existência de armários térmicos para controlo de temperatura dos tintos, uma mais valia.
Contrastando com os empregados correctamente ataviados, o gerente (que depois percebi ser o filho dos patrões) parecia um sem abrigo! Francamente...
* por cada reserva, acumulam-se pontos (100 de cada vez); aos 1000, tem-se direito a um desconto de 10 €, em restaurantes aderentes.

domingo, 12 de março de 2017

Próximos eventos : Peixe em Lisboa e Vinhos em Cena

1.Peixe em Lisboa
Mais uma edição deste evento anual, organizado pela ATL (Associação do Turismo de Lisboa), que decorrerá desta vez no Pavilhão Carlos Lopes, de 30 de Março a 9 de Abril. Estarão presentes os restaurantes/chefes Alma (Sá Pessoa), Arola do Penha Longa, Boi-Cavalo (Hugo Brito), Chapitô à Mesa (Bertílio Gomes), Ibo, O Talho (Kiko Martins), Rabo d' Pêxe (Paulo Morais), Ribamar (Helder Chagas), Ritz Four Seasons e Taberna da Rua das Flores (André Magalhães).
Mais informações em www.peixemlisboa.com.
2.Vinhos em Cena
Evento organizado pela UAU Espectáculos que decorrerá no Teatro Tivoli BBVA, de 23 a 26 de Março. Esta 1ª edição contará com mais de 40 produtores e, ainda, 2 workshops e 1 jantar.
Mais informações em www.uau.pt.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Tempo de revisitas : Santa Clara dos Cogumelos, Great Tastings e Bagos Chiado

1.Santa Clara dos Cogumelos
Este agradável espaço de restauração já foi aqui referido por diversas vezes, sendo a última em "Curtas (LXIX) : matar saudades...", crónica publicada em 13/12/2015.
Entre 6 Petiscos, 2 Sopas, 6 Pratos e 2 Sobremesas, todos com base em cogumelos, escolhi o petisco Ménage à Quatro (polenta, cogumelos, queijo e cebola confitada), o prato Risotto Santa Clara (porcini, trombetas, alecrim e nozes) e a sobremesa Tentações de Santa Clara.
Desta vez não fui para o vinho a copo, tendo optado pela saborosa cerveja artesanal Dois Corvos.
Como mais valia, este espaço tem agora armários térmicos para controlo de temperaturas, mas o serviço de vinhos deixa muito a desejar.
2.Great Tastings
Já o referi em "The Fork Fest (I) : restaurante Great Tastings", crónica pubicada em 19/11/2016.
Revisitei-o para testar o menu de almoço que custa 12,50 €, com direito a sopa, prato (à escolha entre 4 ou 5), sobremesa, bebida e café. Um bom preço para uma refeição completa.
Comi sopa de legumes, massada de bacalhau e sericaia com canela, menu este que acompanhei com um copo do tinto Lua Cheia em Vinhas Velhas 2014 - aromas primários, muita fruta vermelha, alguma acidez, volume e final de boca médios. Correcto e agradável, mas sem impressionar. Nota 16,5.
Por simpatia do dono, foi-me dado a provar, com a sobremesa, o Dona Maria Late Harvest 2011, correcto e simples, mas muito discreto. Nota 15,5.
3.Bagos Chiado
Também já aqui referido por diversas vezes, sendo a última em "Bagos Chiado : revisão da matéria", crónica publicada em 1/12/2016.
Optei pelo menú de 12 €, com direito à entrada (asas de frango crocantes com salada de arroz e puré de amendiom) e prato (arroz de camarão com hortelã), devidamente acompanhados por um copo do branco Vinha de Reis 2014, já mencionado e classificado numa das crónicas anteriores.
A garrafa veio à mesa, mas o vinho não foi dado a provar. Bons copos Schott, mas o serviço a baixar de qualidade. Nota-se a falta da Ana, uma profissional de 5 estrelas, que abandonou o projecto no final de 2016. Uma pena!
Quanto à lista de vinhos, com tudo datado, verifiquei que já foi corrigido o meu reparo quanto à separação dos verdes brancos dos outros. Só lhes fica bem!

terça-feira, 7 de março de 2017

Vinhos em família (LXXIX) : Barca Velha e outros

Mais uns tantos néctares provados em família e com amigos, com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega. Correspondendo todos às minhas expectativas, foram:
.Pêra-Manca 2013 branco - com base nas castas Antâo Vaz e Arinto, estagiou 12 meses nas borras finas e 6 meses em garrafa; presença de citrinos e fruta madura, notas abaunilhadas, acidez equilibrada, boca envolvente e muito gastronómico. Precisa de comida por perto... Nota 17,5.
.Barca Velha 2008 (garrafa nº 4935/18150) - aroma fino, ainda com muita fruta vermelha, notas florais e balsâmicas, acidez no ponto, especiado, taninos de veludo, notável estrutura e final de boca longo. Harmonioso, elegante e sofisticado, será talvez o melhor Barca Velha de sempre. Em forma mais 10/12 anos. Nota 19 (noutra situação, também 19).
.Qtª Vale Meão 2008 - aromas terciários, alguma fruta, acidez equilibrada, especiado, notas de tabaco e chocolate, taninos civilizados, algum volume e final de boca persistente. Está no ponto óptimo de consumo, mas pode ser bebido nos próximos 4/5 anos (noutra 17,5+).
.Moscatel de Setúbal 25 Anos (engarrafado em 1973) - frutos secos, casca de laranja, notas de brandy e mel, doçura compensada por uma bela acidez, volume e final de boca assinaláveis. Uma raridade! Nota 18.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Provar vinhos com a Garcias

A convite da Garcias, tive a oportunidade de participar no evento "Vinhos e Amigos" que decorreu no Hotel Ritz, onde foram apresentados os novos produtos das marcas nacionais e estrangeiras representadas por este distribuidor. A sala era ampla e tinha boas condições para se andar ali de copo na mão.
Provei 25 vinhos (11 brancos, 8 tintos e 6 fortificados), uma reduzida quantidade do que por lá se encontrava.
Destes néctares, ficaram-me na memória, os brancos CV 2015, Cheda Reserva 2015 (grande surpresa!), seguidos do Mapa Vinha dos Pais 2015 (não fez esquecer o excepcional 2013) e do Fonte do Ouro Dão Nobre 2015 (de tão badalado, acabou por ser uma relativa desilusão).
Quanto aos tintos, destaque para o Fonte do Ouro Grande Reserva 2014, seguido do Qtª São Sebastião Reserva 2013 (mais outra grande surpresa!), CV 2014, Mapa Reserva Especial 2014 e Paulo Laureano Inventum 2014. Provei, ainda, o Valbuena 5º 2011 e o Pintia 2011, mas não deu para formar uma opinião, pois a quantidade posta no copo era ridiculamente ínfima. Assim, não!
A fechar as provas em beleza, foi a vez dos Madeiras da Henriques & Henriques, a começar por um excepcional Terrantez 20 Anos, seguido por um surpreendente Tinta Negra 50 Anos e os belíssimos Verdelho 20 Anos e Bual 20 Anos.
Foi um evento deveras agradável e mais fora se não tivesse contado com um saxofonista, metido a martelo, que por vezes dificultava o diálogo com os responsáveis pelos vinhos em prova. Não havia necessidade...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Delidelux : mais um espaço de restauração

A Delidelux abriu um 2º espaço (R. Alexandre Herculano,15A), cujo subtítulo é "Mercearia Charcutaria Cafetaria". Mas, em boa verdade, à semelhança do Descobre, é um restaurante com uma componente de garrafeira e produtos gourmet (chás, conservas, compotas,...) ou uma garrafeira com uma componente de restauração.
Este novo espaço não é muito confortável, com as mesas ao longo do corredor e em duas salas minúsculas. As mesas estão despojadas, nada tendo em cima do tampo de pedra, mas com guardanapos de pano. Uma contradição!
A mais valia poderá ser no tempo mais quente, ao usufruir-se da esplanada no exterior.
O menú disponibiliza 10 saladas, 4 tártaros, 5 pratos e 4 sobremesas, tudo para o caro.
Quanto a vinhos, a sua componente de garrafeira permite uma escolha ampla, cobrando a Delidelux 5,50 € por garrafa escolhida. Também se pode optar por vinho a copo, estando disponíveis 2 espumantes, 1 champanhe, 6 brancos, 4 tintos, 1 rosé, 5 Portos e 2 Moscatéis, mas lamentavelmente nenhum está datado, o que é uma discrepância. Óh senhores da Delidelux, corrijam lá isso!
Bebi um copo do branco Lua Cheia em Vinhas Velhas 2015 (4 €) - fresco e frutado, presença de citrinos e maçã verde, acidez no ponto, algum volume e final de boca agradável. Uma boa surpresa. Nota 16,5.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar num bom copo Schott e em boa quantidade. A temperatura dos tintos está controlada, graças à presença de armários térmicos.
O vinho acompanhou um saboroso caril de gambas e sapateira.
Uma agradável nota final: quando do pagamento da conta, oferecem um talão de desconto no valor de 2 €, que pode ( e deve, digo eu) ser aproveitado em compras no local.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Próximos eventos a não perder : Portugal Restaurant Week e Mercado Gourmet Campo Pequeno

1.Portugal Restaurant Week
Começou no dia 23 para clientes Millennium, mas democratiza-se no período de 2 a 12 de Março com cerca de 60 restaurantes aderentes na Grande Lisboa (Lisboa, Cascais e Sintra).
Por 20 € pode comer-se em restaurantes caros, com direito a entrada, prato e sobremesa, ficando de fora as bebidas. Reserva obrigatória no site do The Fork, a entidade organizadora.
Mais informações em www.fork.pt.
2.Mercado Gourmet no Campo Pequeno
Decorrerá de 3 a 5 de Março, na Praça de Touros, custando 2 € cada entrada, dedutíveis em compras num dos 160 expositores (vinhos, cervejas artesanais, azeites, queijos, charcutaria e outros produtos de mercearia fina).
Mais informações em www.campopequeno.com.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Vinhos em família (LXXVIII) : 3 tintos 2011 e 1 Colheita

Mais 4 vinhos (3 tintos de 2011 e 1 Colheita de 1997) provados em casa e com os rótulos à vista, todos a portarem-se bem. E eles foram:
.Foz Torto Vinhas Velhas - nariz contido, alguma fruta vermelha, notas de esteva, acidez no ponto, especiado, taninos domesticados, volume médio e final de boca longo. Resultado de uma parceria de dois Tavares da Silva, o Abílio (produtor) e a Sandra (enóloga) que, curiosamente, nada são um ao outro. Beber nos próximos 3/4 anos. Nota 17.
.Telhas - com base nas castas Syrah e Viognier, estagiou 24 meses em barrica; aromático, ainda com fruta, notas de lagar e pimenta, acidez equilibrada, taninos firmes e civilizados, algum volume e final de boca. Complexo e uma grande surpresa vinda do Alentejo. No ponto óptimo de consumo. Nota 18.
.Mouchão (95 pontos no Parker) - com base na casta Alicante Bouschet, estagiou 24 meses em carvalho português e 36 meses em garrafa; alguma fruta, aromas terciários, notas de lagar, acidez q.b., taninos vigorosos, volume e final de boca assinaláveis. A meio caminho entre a frescura e a potência, evoluirá bem nos próximos 4/5 anos. Nota 18.
.Qtª do Crasto Colheita 1997 (engarrafada em 2016) - com base em vinhas velhas, envelheceu cerca de 18 anos em pipos de carvalho nacional de 550 litros; muita fruta vermelha, aromas terciários, frutos secos, a meio caminho entre um 10 anos e um 20, alguma complexidade, acidez e volume, final de boca persistente. Nota 17+.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Jantar Olho no Pé

Mais um jantar vínico em que participei, organizado pela Néctar das Avenidas. Desta vez foi no restaurante Sem Dúvida e com a presença do Tiago Sampaio, produtor e enólogo dos vinhos Olho no Pé. Na sua intervenção inicial, apraz-me registar uma referência muito simpática aos fundadores da extinta loja Coisas do Arco do Vinho (o Juca e eu) e aos seus primeiros contactos que teve connosco.
O Sem Dúvida é um espaço de restauração muito simpático, onde se come bem e se usufrui de um serviço impecável, estando o dono, Sérgio de seu nome, sempre presente.
Os vinhos foram chegando à mesa sempre antes da comida e num ritmo de aplaudir. Os copos eram Ridel e Schott, uma mais valia. O único senão, foi o facto de haver em simultâneo clientes do restaurante que, apesar da separação física, fizeram muito ruído.
Mas vamos ao mais importante, os vinhos:
.Uivo Rabigato 2015 (o único que não adotou o nome Olho no Pé) - aroma discreto, fruta cítrica, fresco e equilibrado, acidez no ponto, notas amanteigadas, volume e final de boca médios. Boa relação preço/qualidade. Nota 16,5.
Acompanhou empadinhas de aves.
.Olho no Pé Pinot Noir Reserva 2011- estagiou 30 meses em barrica; aberto na cor, fruta "light", fresco e elegante, taninos de veludo, volume e final de boca discretos. A beber nos próximos 4/5 anos. Nota 17.
Casou mal com aumônière (não haverá um termo em português?) de alheira e grelos.
.Olho no Pé Reserva Vinhas Velhas 2014 branco - com base nas castas Viosinho, Rabigato e Gouveio,  em vinhas com mais de 80 anos, estagiou 12 meses em barricas; aroma intenso e complexo, fruta madura, acidez equlibrada, alguma gordura, madeira bem casada, volume e final de boca notáveis. Gastronómico e com uma excelente relação preço/qualidade. Nota 18.
Casou bem com uma saborosa tranche de garoupa e arroz de lingueirão, demasiado "al dente". Também aguentava o prato anterior.
.Olho no Pé Reserva Vinhas Velhas 2011 tinto - vinificado em lagar com pisa a pé, estagiou 40 meses em barricas usadas; fruta vermelha, fresco e elegante, especiado, notas de chocolate e café, taninos sofisticados, algum volume e final de boca longo. Mais um vinho com uma excelente relação preço/qualidade. Em forma mais 5/6 anos. Nota 18.
Harmonizou com cachaço de porco e batata recheada.
.Olho no Pé Colheita Tardia 2012 - estagiou 30 meses em barrica; casca de laranja e tangerina, notas de mel, alguma acidez e gordura, volume notável e muito equilibrado. Nota 17,5.
Ligou bem com carpaccio de ananás com gelado de limão.
De registar com muito agrado o equilibrio da componente vínica com 2 brancos, 2 tintos e 1 colheita tardia, todos com teor alcoólico e preço contidos.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Curtas (LXXXV) : o enólogo do ano, a Essência do Vinho e o mercado do CCB

1.O enólogo do ano
Finalmente, fez-se justiça!
A Revista de Vinhos acabou por atribuir ao Jorge Serôdio Borges o prémio especial de enólogo do ano 2016. Sobre este "esquecimento" já me tinha pronunciado em "Revista de Vinhos : 15 anos de prémios" e "Rescaldo dos prémios 2011 da Revista de Vinhos", crónicas publicadas em 28/1/2013 e 12/2/2012, respectivamente.
Mais vale tarde que nunca...
2.A Essência do Vinho
Vai decorrer no Palácio da Bolsa no Porto, de 23 a 26 de Fevereiro, mais uma edição deste evento vínico organizado pela revista Wine que contará com a presença de 350 produtores. Para além das provas habituais abertas ao público participante, estão previstas 3 provas comentadas.
3.O mercado do CCB
Já aqui referido em "Curtas (LI) : livros, mercados, (...)" e "Curtas (LX) : O Mercado do CCB (...)", crónicas publicadas em 17/2/2015 e 9/6/2015, continua a realizar-se no 1º domingo de cada mês. É lá que me abasteço e recomendo as seguintes bancas, algumas das quais mencionadas nas crónicas acima indicadas:
.Doces da Paulinha (coelho vilão, conserva de cogumelos e chutney de cebola)
.Susana Cavaco  (paté de fígado e chutneys)
.Portney (chutneys diversos)
.Serra da Estrela (queijos e biscoitos)
.Bolos & Bolachas (farinha torrada e biscoitos)
.Tudo à porta (azeite e enchidos)
.Tradições do campo (azeitonas, alheiras e outros enchidos)
.Mother bio (frescos, empadas e queijos)
.Manjericos no quintal (produtos da terra)
.Guli (chamussas)
.Sr. Mel Cavalheiro (meles)
Boas compras!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Jantar Qtª Vale D.Maria

Mais um evento organizado pela Garrafeira Néctar das Avenidas em que participei. Este jantar vínico decorreu no restaurante do Real Palácio e teve a participação da Francisca van Zeller, filha do Cristiano e que deu a cara pelo produtor.
Diga-se já que achei a oferta vínica algo desequilibrada, com a quase omnipresença dos tintos (4) e 1 fortificado. Fez mesmo muita falta um branco para acompanhar os canapés, pois o tinto Rufo 2014 não conseguiu casar com os ditos. Foi mais um divórcio...
Seguiram-se:
.Qtª Vale D.Maria Três VVV Valley 2014 - aroma intenso, muito frutado, alguma acidez, ligeiramente especiado, taninos suaves, volume e final de boca médios. Boa relação preço/qualidade. Nota 17+.
Não ligou com um estaladiço de queijo de cabra em cama de rúcula e mel.
.Qtª Vale D.Maria 2014 - nariz positivo, muita fruta vermelha, acidez equilibrada, especiado, taninos intensos mas civilizados, algum volume e final de boca longo. Este vinho sempre me deu muito prazer bebê-lo e tenho registado a boa prestação das colheitas 1997, 1998, 2000, 2001 (a mais bebida), 2002, 2003, 2004, 2005 (talvez a melhor), 2006, 2007, 2010 e 2011 (também muito boa). Nota 18.
Harmonizou bem com vitela branca grelhada com risotto de portobello.
.Qtª Vale D.Maria Vinha da Francisca 2014 - neste momento muito semelhante ao vinho anterior, não se justificando a diferença abismal de preços. Passados uns dias, o João disse-me que o voltou a provar 24 horas depois e que tinha evoluido muito bem. Acredito, mas de qualquer modo estes 2 tintos ainda estão demasiado jovens para serem devidamente apreciados. Nota 18.
Bebido a solo.
.Qtª Vale D.Maria Vintage 2014 - muita fruta, muita doçura, taninos de veludo. Mais próximo de um bom LBV. Nota 16,5.
Ligou bem com um brownie de chocolate e sorbet de cereja.
O jantar decorreu com bom ritmo, os copos eram bons, o serviço esforçado, mas os primeiros 2 vinhos foram servidos a uma temperatura acima do desejável.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Almoço com Bual 1920 e outras pingas de eleição

Em boa hora o Frederico Oom, cliente da Garrafeira Néctar das Avenidas, decidiu partilhar com um grupo de enófilos militantes uma garrafa de Madeira Blandy's Bual 1920, um fortificado badalado nas principais revistas especializadas de todo o mundo.
O João Quintela assumiu a organização do evento, escolheu o Via Graça para o repasto, combinou as harmonizações com o João Bandeira (prestigiado chefe e proprietário deste espaço e da Casa do Bacalhau) e fez os convites.
Cada um dos sortudos trouxe consigo uma garrafa de um vinho de referência, a saber:
.Terrantez do Pico by António Maçanita 2015 (garrafa nº 1084/1413, levada pelo Adelino de Sousa) - frutado, fresco e mineral, notas florais, elegante e sofisticado. Pode ser bebido ainda por alguns anos. Nota 17,5.
Acompanhou croquetes e pasteis de bacalhau.
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2011 (magnum trazida pelo João Quintela) - belíssima cor, aromas terciários, fruta madura, notas amanteigadas, alguma oxidação, acidez fabulosa, volume notável e final de boca adocicado. No ponto óptimo de consumo, já não vale a pena guardar mais. Nota 18 (noutras situações 17,5+/17,5/17,5/18).
Maridagem perfeita com sável frito e açorda de ovas do mesmo.
.Qtª da Falorca Garrafeira 2007 (da garrafeira do Juca) - aroma intenso, notas florais, elegante e fresco, especiado, notas de chocolate, taninos de veludo, volume apreciável e final de boca persistente. Ainda muito longe da reforma, pode ser bebido daqui por 8/10 anos. Nota 18,5.
Perfeito com um excelente robalo da costa no pão, também acompanhado pelo alvarinho anterior.
.CV-Curriculum Vitae 2007 (levado por mim) - aroma intenso, especiado, notas de tabaco, acidez equilibrada, taninos civilizados, algum volume e final de boca; álcool excessivo (15,5 %). A beber nos próximos 2/3 anos. Nota 18 (noutras 18/18,5/18/18).
.Robustus 2007 (trazido pelo José Rosa) - aroma complexo, ainda com fruta, acidez nos mínimos, taninos "light", volume e final de boca médios. Pouco robusto, está no ponto para ser bebido. Nota 17,5 (noutra 18).
Estes 2 tintos maridaram com bochechas de vitela e risotto de cogumelos, que não apreciei devidamente, pois já estava mais que almoçado.
.Blandy Bual 1920 (sem data de engarrafamento) - frutos secos, vinagrinho, notas de iodo e brandy, taninos evidentes, vilume notável e final de boca interminável, ficando o aroma a pairar na sala uns tempos. Nota 19 (noutras 19,5/19,5/19/19,5).
Fez-lhe companhia uma sobremesa de leite creme e gelado de café.
Grande sessão, com boa gastronomia, vinhos de excepção, um serviço à altura e vistas de cortar a respiração. Obrigado Frederico! Obrigado João!

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Lampreia e Sável no Hotel Mundial

Ao receber um convite do Hotel Mundial, veio-me à memória a minha participação em diversos jantares vínicos ali ocorridos, organizados pela Revista de Vinhos em colaboração com o Manolo Carrera, um grande profissional e um verdadeiro apaixonado pela gastronomia lisboeta. Não conseguia resistir à petisqueira alfacinha, enchendo o prato por diversas vezes.
Recentemente o Hotel Mundial convidou algumas pessoas* para um almoço de apresentação do evento da Lampreia e do Sável, presente na ementa do restaurante até 12 de Março.
Por 34 €, tem-se direito a entrada, prato, sobremesa e bebidas (vinho verde branco e tinto, água e café). Nas entradas, a opção é entre a sopa do dia ou as ovas de sável em polme de coentros e maionese de laranja, enquanto que o prato principal pode ser escolhido entre 2 referências de lampreia (à bordalesa ou à moda de Monção) e 2 de sável (frito com escabeche de presunto ou dourado com açorda de frutos do mar).
No almoço de apresentação, foram servidas as ovas de sável (francamente agradáveis), o sável dourado com açorda (que não me convenceu, pois o polme não fez falta nenhuma e a açorda não tinha as tradicionais ovas) e a lampreia à bordalesa (saborosíssima). À atenção dos militantes da dita lampreia!
Em copos Schott, foram servidos os vinhos (branco e tinto) de um produtor particular de Monção.
O branco, já da colheita de 2016, com base nas castas Alvarinho e Trajadura, apresentou-se muito fresco e frutado, com a acidez e gás natural muito equilibrados, elegante e com um final de boca ligeiramente adocicado. Nota 16,5.
Quanto ao tinto, embora tivesse uma acidez não demasiado pronunciada, exibia o tradicional gás, o que não é a minha praia. Simpaticamente o director geral do hotel, presente no almoço onde estavam mais 4 pessoas ligadas ao Mundial, mandou abrir uma garrafa do tinto Lupucinus Reserva 2013 (Douro) que se aguentou com a lampreia. Apresentou aromas primários intensos, fruta vermelha, alguma acidez, taninos de veludo, algum volume e final de boca. Nota 17.
Numa das pontas da sala, junto à janela, pode ver-se uma placa com os nomes do José Saramago e da Pilar del Rio e a data do seu primeiro encontro, a 14 de Junho (embora não conste, o ano foi 1979), que aconteceu no bar São Jorge. Segundo me explicaram, eles ficavam sempre na mesma mesa, que se situava muito próximo do local onde agora se encontra a placa comemorativa. Entre outras coisas, o Hotel Mundial respira história...
No final do almoço, tive a oportunidade de visitar a cave, onde repousam algumas relíquias (vinhos velhíssimos, alguns Madeira e Vintage de referência e, ainda a indispensável presença da colheita de 1965 de Barca Velha, entre outras).
* Vicente Themudo de Castro (crítico de gastronomia e vinhos no Oje, responsável pela área de vinhos do grupo Albatroz e antigo cliente das Coisas do Arco do Vinho), Vitor Carriço (Turismo de Liboa), João Pedro Rato e Patricia Serrado (Mutante Magazine) e eu próprio (o único representante da blogosfera).

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Testando o serviço de vinhos (IV) : Paço da Rainha, InComum e Baía do Peixe

1.Paço da Rainha
Este restaurante fica no Paço da Rainha,66 e apresenta mesas bem aparelhadas, guardanapos de pano e a televisão acesa, mas sintonizada para um canal de rádio (o Mooth) com música baixinho e a meu gosto.
Tem alguns vinhos a copo, tendo eu optado pelo branco Duque de Viseu 2014 (3,50 €), despretensioso, mas correcto e gastronómico. Nota 16,5. Acompanhou cavala marinada e folhado de bacalhau com couves, pratos bem agradáveis.
A garrafa veio à mesa, mas o vinho não foi dado a provar. Bons copos e quantidade servida correcta. Têm armários térmicos para controlo de temperatura dos tintos. Serviço atencioso e competente, com o chefe António Latas a vir às mesas. Uma mais valia.
Uma nota simpática, no final da refeição ofereceram um Porto ruby em mini copo.
Este espaço tem sido muito falado, com críticas positivas na Fugas, Evasões e Time Out.
Recomendo e tenciono voltar, até para inventariar a carta de vinhos, o que não cheguei a fazer desta primeira vez.
2.InComum
O InComum já foi aqui referido em "Testando o serviço de vinhos (II)", crónica publicada em 6/6/2015. Mantém o menú almoço de 2ª a 6ª feira que custa os mesmos 9,50 €, com direito a couvert, sopa/salada, prato, sobremesa e vinho.
Bebi o branco Caiado (o vinho da casa, como em tantos outros restaurantes), simples e correcto.
A garrafa veio à mesa, mas o vinho não foi dado a provar. Os copos são aceitáveis e o serviço simpático.
3.Baía do Peixe
Este espaço está instalado na Praça de Touros do Campo Pequeno e é uma cópia da casa mãe de Cascais. Também oferece um menú de almoço. Por 11,50 €, tem-se direito a sopa de peixe, prato de peixe e sobremesa, sendo as bebidas à parte.
A lista de vinhos é pouco imaginativa e sem os anos de colheita, mas com preços honestos.
A copo, só têm o Adega Vila Real, o que não faz sentido. Optei pelo branco 2015 (2,50 €) - aromático, muito fresco, frutado e com uma bela acidez. Uma boa surpresa. Nota 16.
A garrafa veio à mesa, mas o vinho não foi dado a provar. O copo era bom e a quantidade servida, generosa.
4.Conclusão
Em nenhum destes espaços de restauração, o vinho foi dado a provar, o que é de lamentar.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Grupo dos 3 (55ª sessão) : grandes vinhos e um serviço de luxo

Mais uma sessão deste núcleo duro de enófilos, sendo da minha responsabilidade a escolha do restaurante e a oferta dos vinhos. Até agora tenho conseguido encontrar um novo restaurante, sempre que sou eu o anfitrião. Já são 19 os escolhidos, só que 7 já encerraram (Nariz de Vinho Tinto, A Commenda, Assinatura, Xico's, Manifesto, Avenue e BG Bar) e outro (Casa da Comida) alterou radicalmente a sua filosofia. Será que lhes dou azar?
Desta vez foi o Descobre, um espaço de restauração que gosto muito e já aqui referido em diversas crónicas. Levei 4 vinhos da minha garrafeira (1 branco, 2 tintos e 1 Moscatel) que não me deixaram ficar mal. E eles foram:
.Vinha Formal Cerceal Parcela Cândido 2015 - aroma contido, fresco e mineral, acidez bem balanceada, alguma gordura e um bom final de boca. Muito gastronómico. Nota 17,5 (noutra situação 18).
Acompanhou bem um conjunto de entradas (queijo de ovelha com doce de malagueta, pica de cogumelos com gema de ovo e pica de lulinhas).
.Nunes Barata Grande Reserva 2011 - Com base nas castas Alicante Bouschet, Syrah, Cabernet Sauvignon e Touriga Nacional, em vinha na zona do Cabeção (Mora, Alentejo), estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês; muito frutado, alguma acidez, notas de chocolate e café, boca pujante e final de boca extenso. Um vinho praticamente desconhecido e com um perfil pouco alentejano, mas que me encantou no evento Vinhos do Alentejo 2015. Nota 18 (noutra também 18).
.Grandes Quintas Vinhas do Cerval 2011 - com base nas castas Tinto Cão, Touriga Franca, Touriga Nacional, Sousão, Alicante Bouschet e Tinta Roriz, estagiou 24 meses em barricas de carvalho francês (50 % novas e 50 % usadas); nariz discreto, acidez no ponto, notas especiadas, elegante e sofisticado, taninos civilizados, volume e final de boca assinaláveis. Mais um belo tinto também pouco conhecido, mas o vinho que mais me impressionou no EVS 2015. Nota 18,5 (noutra também 18,5).
Estes 2 tintos harmonizaram muito bem com um cabrito no forno (o prato do dia às segundas feiras no Descobre).
.Moscatel Roxo 20 Anos (engarrafado em 1986, formato 0,75) - aromas terciários, frutos secos, algum mel, acidez presente, volume e final de boca equilibrados. Harmonioso e uma raridade. Nota 17,5+.
Este fortificado acompanhou umas tantas sobremesas (doce de ovos com sorvete de limão, mousse de chocolate negro e tarte de amêndoa).
Mais uma boa sessão, com os vinhos a portarem-se bem e uma gastronomia à altura dos acontecimentos. Nota alta para o serviço de vinhos, com os ditos decantados, bons copos e temperaturas controladas.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Dr. Wine : um espaço 3 em 1, com direito a bacharelato

O Dr. Wine (Rua da Assunção,82) é um espaço 3 em 1 (Wine Bar, Tapas & Restaurante), cuja filosofia está bem expressa num cartaz que diz "Primeiro comemos, depois fazemos tudo o resto". Tem toalhas de pano, mas guardanapos de papel e televisão acesa, Contradições, enfim...
A aposta nos vinhos é forte, com uma carta pujante e didáctica, embora os preços não sejam meigos. Possui ainda armários térmicos para os tintos, com a temperatura aferida para os 18º, nos limites do aceitável.
Inventariei 8 champanhes, 6 espumantes (3 a copo), 37 brancos (25), 47 tintos (21), 9 rosés (7), 18 Portos, 7 Madeiras e 3 Colheitas Tardias (todos a copo), não tendo sido esquecidos os anos de colheita.
Os dois primeiros vinhos a copo pedidos não tinham a temperatura controlada, pelo que foram rejeitados. Em sequência, vieram 2 garrafas dadas a provar para eu escolher uma.
Optei pelo tinto Herdade Myrtus Reserva 2011 - ainda com muita fruta, alguma acidez, notas especiadas, estruturado e final de boca médio. Nota 16,5+.
Este vinho acompanhou 3 agradáveis tapas (tiborna de lombo de bacalhau, risotto trufado com cogumelos selvagens e foi gras e, ainda, croquete de presunto ibérico), quantidade mais que suficiente.
O Dr. Wine disponibiliza um menú executivo, de 2ª a 6ª feira ao almoço. Por 9,60 € tem-se direito a prato, entrada ou sobremesa, bebida e café. Uma proposta honesta para uma refeição completa.
Serviço atencioso e eficiente.
Embora se fique pelo bacharelato, tenciono voltar.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Comemorar os 50 anos (versão 2017)

À semelhança dos anos anteriores, fiz um levantamento da oferta de fortificados de 1967, com incidência nas garrafeiras da baixa de Lisboa, deixando de lado as mais recentes e quase todas as mais afastadas.
Para quem quiser comemorar o 50º aniversário do nascimento, casamento, divórcio ou qualquer outro pretexto, tem o trabalho facilitado. É só escolher, entre estes:
1.Garrafeira Nacional
.Dalva Colheita - 159 €
.Kopke Colheita - 175
.Kronh Colheita - 237,50
.Taylor´s Single Harvest - 324,80
.Krohn Vintage - 290
.Noval Nacional Vintage - 857,50
.Real Companhia Velha Vintage - 249
2.Casa Macário
.Barros Colheita - 218
.Dalva Colheita - 270
.Kopke Colheita - 195
.Krohn Colheita - 330
.Poças Colheita - 190
.Krohn Vintage - 370
3.Manuel Tavares
.Barros Colheita - 198
.Krohn Colheita - 287
.Niepoort Colheita - 430
.Niepoort Garrafeira - 890
4.Napoleão
.Messias Colheita - 199,95
5.Mercado Praça da Figueira
.Kopke Colheita - 165
.Krohn Colheita - 208
6.Vinhos de Selecção (ex-Ruao Wines)
.Barros Colheita - 122,50
7.Estado d' Alma
.Barros Colheita - 132,95
.Dalva - 145
.Poças - 110
8.Garrafeira São João
.Barros Colheita - 90,85
De referir:
.A Garrafeira Nacional e a Casa Macário continuam a ser as grandes referências para compras de vinhos mais antigos.
.Há grandes discrepâncias nos preços praticados, chegando a haver diferenças de mais de 100 € para o mesmo vinho, num caso ou noutro.
.O Solar do Vinho do Porto, que deveria ser uma montra de tudo o que se relacione com este fortificado, mais uma vez nada tinha do ano em causa.
Comemoremos, então, a qualquer coisa, pois a oferta é muita!
E, para o ano, cá estaremos com a colheita de 1968.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Novo Formato+ (25ª sessão) : um festival de bacalhau e um tinto de respeito

Este grupo de prova tem uma nova composição, sendo agora constituído pelos casais Lena/Juca, Paula/João Quintela, Bety/eu próprio e Marieta/J.Rosa (os estreantes). Esta sessão desenrolou-se "chez" Paula/João, responsáveis pela comida (a Paula) e vinhos (o João).
Fomos recebidos com um simpático Porto Valriz branco leve seco, a acompanhar frutos secos e a cumprir bem a sua missão.
Seguiram-se:
.Maria Teresa Laureano (filha do Paulo Laureano) Verdelho 2014 (garrafa nº 3445/3879) - com base em vinhas velhas; nariz discreto, presença de citrinos, acidez no ponto, notas amanteigadas, volume e final de boca consideráveis. Muito gastronómico e uma boa surpresa. Nota 17,5.
.Viúva Quintas Arinto 2014 (Bucelas) - aroma contido, fresco e mineral, volume médio,acidez muito elevada a pedir tempo para se harmonizar. Melhor daqui a 4/5 anos. Nota 17 (provisória).
Estes 2 brancos acompanharam queijos de São Jorge, patés e requeijão.
.Qtª da Pellada Baga 2005 (em magnum) - alguma exuberância aromática, acidez equilibrada, ainda com fruta, especiado, complexidade, taninos civilizados, volume notável e final de boca longo. Um grande tinto que ainda não tinha provado. Nota 18,5.
Acompanhou um festival de bacalhau cozido (caras, línguas, bochechas e posta) com legumes. Excelente!
.Blandy's Verdelho 1979 (nº 1455/2051, engarrafada em 2015) - frutos secos, algum vinagrinho, notas de iodo e brandy, taninos evidentes e final de boca muito persistente. Elegante e sofisticado. Nota 18.
Foi ainda provado um vinho fino sem marca, muito gordo e algo axaropado que não fez a minha felicidade.
Estes fortificados fizeram com panhia a uma tarte de amêndoa.
Foi mais uma bela sessão de convívio, comeres e beberes. Obrigado Paula! Obrigado João!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Curtas (LXXXIV) : Óscares da RV, TO Bar, Cozinha da Felicidade, Vinhos de Selecção e conservas Belamar

1.Os Óscares da Revista de Vinhos
É já no dia 17 de Fevereiro, no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, que se realiza o Jantar/Cerimónia de entrega de prémios "Os Melhores do Ano" (20ª edição).
De registar e louvar o convite endereçado pela Revista de Vinhos a bloguistas, entre os quais fui incluido.
Muito obrigado, pela minha parte!
2.TO Bar
A Time Out ou porque ouviu e/ou leu as minhas críticas em "Novos espaços : Time Out Bar,(...)", crónica publicada em 15/1/2017, ou porque sim, já afixou finalmente o preçário dos vinhos a copo e outras referências.
Vale a pena reclamar!
3.Cozinha da Felicidade
Zanguei-me com a Cozinha da Felicidade, há mais de 1 ano, não pela gastronomia, mas pelo serviço, conforme relatei em "Curtas (LXI) : Mercados (Ribeira,...), crónica publicada em 3/8/2015.
Voltei lá recentemente e comi um delicioso "polvo de molho com batata doce, como se faz na Praia da Arrifana" e uma saborosa "tarte de alfarroba, figos secos e laranja", que não me cobraram quando lhes relatei o que se tinha passado.
Pazes feitas!
4.Vinhos de Selecção
Vinhos de Selecção é o nome de uma nova garrafeira que abriu no lugar da Ruao Wines (Rua dos Fanqueiros,37), muito perto das garrafeiras GN e Napoleão, há muitos anos no mercado.
Um atrevimento!
5.Conservas Belamar
As belíssimas conservas Belamar, cuja fábrica em Vila do Conde encerrou, podem ser encontradas na Pérola do Arsenal (Rua do Arsenal,92-98) a preços de saldo.
É de aproveitar!


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

2016 : na hora do balanço (VI) - as crónicas mais lidas

Com esta crónica, dou por encerrado o balanço do ano passado. E as crónicas publicadas em 2016 e mais lidas foram:
1.Curtas (LXXIX) : as viagens da Tryvel e os programas na TV, em 16/9
2.Alfredo Penetra : mais um amigo enófilo que partiu, em 20/9
3.Prémios Mesa Marcada : mais do mesmo, em 16/1
4.Melhor blogue do ano : o Enófilo Militante está, uma vez mais no TOP 10, em 5/10
5.Prémios W 2015 : o Aníbal Coutinho ensandeceu?, em 14/1
6.Mercado da Ribeira : matar saudades de vez em quando, em 3/3
7.Almoço com vinhos fortificados (23ª sessão): (...), em 9/2
8.Jantar Qtª da Casa Amarela : Laura Regueiro, a alma do negócio, em 10/3
9.Novo Formato+ (22ª sessão) : 1 Madeira de excepção (...), em 1/3
10.2015 : na hora do balanço (I) - Introdução e TOP 10 brancos, em 3/1
E, para o ano, há mais!

domingo, 22 de janeiro de 2017

2016: na hora do balanço (V) - os principais eventos (2ª parte)

4.Provas de Vinhos (e Sabores)
Com excepção do EVS, todos os outros eventos serão referidos por ordem cronológica:
.Encontro de Vinhos e Sabores
Organizado pela Revista de Vinhos, o EVS 2016 foi, uma vez mais, o evento vínico do ano.
.Colares à Mesa (prova de vinhos Colares, seguida de almoço em Seteais)
.Quintas de Melgaço (apresentação de vinhos QM no Solar dos Presuntos)
.Rui Reboredo Madeira (prova de vinhos no Altis Belém)
.Confraria do Periquita (apresentação da nova colheita e jantar na José Maria da Fonseca)
.Parceiros na Criação (prova de vinhos h'OUR no Hotel Torel Palace)
.Qtª de Lemos (apresentação das novas colheitas no Ibo Café)
.Lavradores de Feitoria (apresentação de novidades no Porto Bay Marquês)
.On Wine (prova de vinhos no Myriad Lisboa)
.Santos & Seixo (apresentação dos Rotas de Portugal no Palácio do Governador)
.Azeites e Vinhos do Alentejo (prova alargada no CCB)
.Decante Vinhos (apresentação das novidades deste distribuidor no Ritz)
.Lavradores de Feitoria (vertical de brancos e tintos Meruge, seguida de almoço na Taberna Flores)
5.Enoturismo no Dão, com a Maria João Almeida
.Paço dos Cunhas de Santar (provas e almoço)
.Casa da Insua (provas e jantar)
.Casa da Passarella (provas)
.Qtª Madre de Água (jantar)
.Qtª de Lemos (almoço)
6.Peixe em Lisboa
Degustação na cozinha do Ritz Four Seasons e nas bancas dos chefes José Avillez e Bertílio Gomes, com a companhia dos vinhos da José Maria da Fonseca.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

2016 : na hora do balanço (V) - os principais eventos (1ª parte)

A crónica de hoje e a próxima são dedicadas aos principais eventos em que participei no decorrer do ano passado. O ano 2016 foi pródigo em actividades vínicas, pelo que optei em desdobrar este tema em 2 partes, ao contrário do que fiz em balanços anteriores. Mais, incluirei um link para as crónicas que podem despertar algum interesse e curiosidade por parte dos seguidores deste blogue.
1.Sessões com Vinhos da Madeira e outros fortificados
a.Com o núcleo duro dos Madeiras
.23ª sessão, com vinhos da minha garrafeira (na Enoteca de Belém)
.24ª sessão, com vinhos do João Quintela (na Casa do Bacalhau)
.25ª sessão, com vinhos do José Rosa (na Casa da Dízima)
b.Com outras composições
.Barbeito, Blandy's e Borges, prova e jantar organizados pela Garrafeira Néctar das Avenidas (na Casa do Bacalhau)
.Um grupo de amigos, com vinhos do enófilo Paulo Bento (na casa da Dízima)
2.Eventos vínicos organizados pela Garrafeira Néctar das Avenidas
.Qtª da Casa Amarela, com a Laura Regueiro (no Sem Dúvida)
.Monte dos Cabaços, com a Margarida Cabaço (no Via Graça)
.Malhadinha e CARM, com Filipa Silva, Celso Madeira e João Paulo Reboredo (no Faz Gostos)
.Bairradão (2ª edição), com 30 produtores do Dão e Bairrada, seguido de jantar com o Osvaldo Amado (no Hotel Real Palácio)
.Soalheiro, com o Luis Cerdeira (Via Graça)
.Maritávora, com o Manuel Gomes Mota e o Jorge Serôdio Borges (na Casa da Dízima)
.Qtª Mendes Pereira e Porto Krohn, com Raquel Mendes Pereira e João Alves (no Lisboète)
.Qtª do Vallado, com o Francisco Ferreira (no Bagos Chiado)
.Qtª das Bageiras, com o Mário Sérgio Nuno no 5º aniversário da garrafeira (na Casa do Bacalhau)
.Sandra e Susana, com a Sandra Tavares da Silva e a Susana Esteban (na Casa da Dízima)
3.Vertical de Barca Velha (1965, 1982, 1985, 1991 e 2000) com Manuel Guedes e Luis Sotto Mayor, seguida de jantar (na Sandeman Chiado), um evento excepcional e irrepetível exclusivo para sócios do Clube Reserva 1500.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

2016 : na hora do balanço (IV) - TOP 10 espaços de restauração

Regressando ao balanço de 2016, a crónica de hoje é dedicada à selecção dos espaços de restauração que frequentei durante o ano passado (e foram largas dezenas), tendo em conta a componente gastronómica, o serviço em geral, o ambiente e, fundamentalmente, a componenete vínica (carta de vinhos, preços, oferta a copo, temperaturas, copos e o serviço do mesmo).
A ordem é alfabética, mas dentro de cada patamar, estando os 3 primeiros espaços de restauração ao nível da excelência e os restantes 7 a terem um serviço muito bom. E eles são:
.Casa da Dízima
.Enoteca de Belém
.Mesa de Lemos *
.Bagos Chiado *
.By the Wine *
.Casa do Bacalhau/Via Graça
.Great Tastings *
.Lisboète
.Sabores de Itália
.Wine Cellar by Grapes *
Os espaços assinalados com * entram neste TOP pela 1ª vez.
Não foram incluídos, mas também têem uma componente vínica de qualidade o Bistrô4, Corte Inglês (restaurante principal), deCastro Flores, Descobre, Dom Joaquim, Faz Gostos, Guarda Real, Rabo d'Pêxe, Sandeman Chiado, São Rosas, Sem Dúvida, Trio e Wine Not?.
Aproveito para acrescentar a minha votação para o blogue Mesa Marcada, de cujo júri (este ano com 147 votantes) faço parte desde 2011. Entre parêntesis coloco a classificação final do painel.
1.Sabores d' Itália (76º)
2.Casa da Dízima (83º)
3.Bagos Chiado (51º)
4.Mesa de Lemos (20º)
5.Qtª Madre de Água (113º)
6.Lisboète (119º)
7.Enoteca de Belém (130º)
8.Descobre (142º)
9.Casa do Bacalhau (161º)
10.Great Tastings (177º)
De referir que apenas os 4 primeiros tiveram algum significado no cômputo geral, enquanto que nos 6 restantes só conseguiram o meu voto. A esmagadora maioria dos votantes concentrou os seus votos nos restaurantes estrelados e/ou nos mais badalados. Já propus aos organizadores que criassem uma categoria de espaços de restauração mais acessíveis (máximo 40/50 € por pessoa, por exemplo), para possibilitar aos restaurantes menos badalados um lugar ao sol. Mas, até agora, sem êxito.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Novos espaços : Time Out Bar, Delidelux e Estado de Alma

1.TO (Time Out) Bar
Abriu recentemente no Mercado da Ribeira, sendo notícia de relevo na Time Out com a programação de 21 a 27 de Dezembro, onde se podia ler com destaque "Bares há muitos, mas como este não havia nenhum(...)". Pois...
Eu devo ser um dos lisboetas que mais frequentou e escreveu sobre o Mercado da Ribeira, desde abriu nestes moldes, de modo que estou à vontade para o elogiar, mas também para o criticar, sempre que seja caso disso.
O TO Bar tem um balcão próprio que facilita um espaço sentado quando é praticamente impossível encontrar um lugar vago nas mesas centrais. Basta trazer o tabuleiro com comida e pagar ao TO a bebida que se pedir (vinho, cerveja ou cocktail).
Quanto a vinhos, o TO tem máquinas Enomatic (?), com capacidade para 12 garrafas. Só que quando lá estive na última vez (dia 7 de Janeiro), 2 garrafas estavam em duplicado e outra vazia! Mais grave, não existe um preçário no TO Bar, apesar de eu ter feito uma reclamação nesse sentido, uma semana antes. Os empregados têm que verbalizar os preços (aliás caríssimos) de cada um dos vinhos a copo. Não se entende de todo, até porque a Time Out deveria dar o exemplo.
Nesta última visita, optei por um copo do Vertente 2014 (6 €, uma exorbitância!) - aroma discreto, alguma fruta e acidez, algo rústico, volume e final de boca médios. Nota 15,5.
O vinho foi previamente dado a provar num copo aceitável e servido a olho. Segundo me afirmaram estava a 16º, embora me parecesse que estava a mais. Acompanhou pastéis de bacalhau (francamente melhores do que uns provados há algum tempo) e leitão no caco (belíssimo).
Quando fui ao WC, constatei haver urinóis entupidos, torneiras e secadores de mãos que não funcionavam. Não é só facturar, senhores da Time Out!
2.Delidelux
Já está a funcionar a loja (mercearia, charcutaria e cafetaria) da Avenida (R. Alexandre Herculano,15A, aberta todos os dias). Embora com uma área reduzida, pareceu-me mais vocacionada para serviço de cafetaria do que como garrafeira). A ver com mais atenção.
3.Estado de Alma
Abriu na passada 6ª feira a sua 3ª garrafeira, esta no CCB, exactamente no espaço onde viveu a Coisas do Arco do Vinho durante 20 anos. Uma grande responsabilidade para a Estado de Alma, para a qual desejo os maiores êxitos.

sábado, 14 de janeiro de 2017

O 10º aniversário da revista Paixão pelo Vinho e a Blogosfera

Hoje à noite, no Casino Figueira (na Figueira da Foz), vai decorrer uma grande gala para comemorar o 10º aniversário da revista Paixão pelo Vinho, cujos directores, a Maria Helena Duarte e o André Magalhães (o da Taberna das Flores), estão de parabéns.
Já se conhecem os nomeados para as 20 categorias escolhidas no mundo do vinho (enólogos, produtores, escanções, chefes, regiões vitivinícolas, enoturismo, críticos e blogues), mas os vencedores só no decorrer do jantar-cerimónia.
Quanto à blogosfera que não foi esquecida, o que se aplaude, os nomeados são, por ordem alfabética:
.avinhar
.bebes.comes
.clube de vinhos portugueses
.contra rótulo
.copo de 3
.enófilo militante
.joli
.os vinhos
.pingas no copo
.vinho do porto vintage
A lista é quase coincidente com a do Aníbal Coutinho, apenas com duas diferenças. Saíu o "comer beber lazer", cujo responsável faz parte da equipa da revista, e o "vinho em folha", entrando o "copo de 3", injustamente não incluído nos nomeados para os prémios W 2016, e o "vinho do porto vintage".
E, como estamos numa de prémios, já se conhecem os escolhidos pelo Aníbal Coutinho, tendo saído vencedor na categoria blogues, o "avinhar". Os meus parabéns ao Luis Gradíssimo.
Mais prémios ainda estão para vir, os da Mesa Marcada (16 de Janeiro), da Essência do Vinho (27 de Janeiro) e os da Revista de Vinhos (Fevereiro). Uhf!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

2016 : na hora do balanço (III) - TOP 10 Fortificados

Depois do balanço dos melhores vinhos brancos e tintos, provados/bebidos ao longo do ano passado, hoje é a vez dos fortificados (Porto, Madeira e Moscatel), seguindo a metodologia anterior. E eles são:
.Krohn Colheita 1976, classificado com 19
.Artur Barros e Sousa Boal Reserva Velha, com 18,5+
.Artur Barros e Sousa Boal 1958, com a mesma nota
.Blandy's Bual 1977, idem
.Qtª da Devesa + de 40 Anos (a surpresa do ano), idem
.Taylor's Vintage 1994, com 18,5
.Moscatel Alambre 20 Anos (com uma imbatível relação preço/qualidade), idem
.Blandy's Terrantez 20 Anos, idem
.Borges Verdelho 20 Anos, idem
.Dalva Colheita 1985, idem
Não foram incluídos, por já constarem em balanços anteriores:
.Blandy's Terrantez 1977, com 19
.Borges Sercial 1979, com a mesma nota
.FMA Bual 1964, idem
.Artur Barros e Sousa Moscatel Velho 1963, com 18,5+
.Blandy's Verdelho 1979, idem
.Blandy's Sercial 1966, com 18,5
.Moscatel Secret Spot 40 Anos, idem
Também não constam no TOP, por estarem fora dos circuitos comerciais:
.Henriques & Henriques Sercial Solera 1898, com 19
.JPL Boal 1880, também com 19
.Artur Barros e Sousa Moscatel Velho 1890, com 18,5+
.JBF Bual 1900, com a mesma nota
De destacar:
.No TOP 10, 5 eleitos são Madeira, 4 Porto e 1 Moscatel
.Se incluirmos os 21 fortificados, 15 são Madeira, 4 Porto e 2 Moscatel
.Nos Madeiras, a casta Bual foi a mais apreciada com 6 referências, seguida da Sercial com 3, Terrantez, Verdelho e Moscatel com 2
A próxima crónica será dedicada aos espaços de restauração do ano.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

2016 : na hora do balanço (II) - TOP 10 Tintos

Continuando o balanço de 2016, hoje é a hora dos tintos provados/bebidos, no decorrer do ano transacto, melhor classificados (mínimo 18,5). A metodologia aplicada é a mesma dos brancos. E eles são:
.Barca Velha 1991 e 2008 (Douro), ambos com 19
.Legado 2008 (Douro), também com 19
.Antónia Adelaide Ferreira (Douro), com 18,5+
.Pai Abel 2011 (Bairrada), também com 18,5+
.Qtª de Lemos Dona Georgina 2011 (Dão), com 18,5 (a mesma nota dos restantes tintos)
.Dona Maria Grande Reserva 2010 (Alentejo)
.Grandes Quintas Vinha do Cerval 2011 (Douro)
.Qtª do Portal Grande Reserva 2011 (Douro)
.Qtª do Vale Meão 2010 (Douro)
.Qtª do Vallado Reserva 2008 (Douro)
Não estão, mas podiam estar, pois tiveram a mesma classificação dos 6 últimos:
.Barca Velha 2000 (Douro)
.Qtª da Romaneira 2004 (Douro)
.Kompassus Private Seleccion 2005 (Bairrada)
.Qtª do Mouro Rótulo Dourado 2007 (Alentejo)
.Ferreira Reserva Especial 2007 (Douro) já constava no balanço de 2015
.Qtª do Vallado Touriga Nacional 2008
.Legado 2009 (Douro)
.Qtª do Crasto Vinhas Velhas 2011 (Douro)
De salientar:
.A contribuição da Casa Ferreira com 7 vinhos de excelência
.A Região Douro com 14
.As colheitas de 2008 e 2011 com 5 vinhos cada
A próxima crónica será dedicada aos vinhos fortificados (Porto, Madeira e Moscatel).

sábado, 7 de janeiro de 2017

2016 : na hora do balanço (I) - TOP 10 Brancos

Esta é a 1ª crónica dedicada ao balanço vínico de 2016 e contempla os brancos que mais gostei. Os vinhos seleccionados foram bebidos, ao longo do ano, no âmbito dos grupos a que pertenço (Grupo dos 3, Grupo dos Madeiras e Novo Formato), em família, em jantares vínicos e em espaços de restauração. Ficaram de fora os brancos provados em painéis formais (Escolha da Imprensa) e em provas alargadas (EVS 2016, Decante Vinhos, Vinhos do Alentejo, On Wine e Santos & Seixo). Isto aplica-se a todos os tipos de vinho (tintos e fortificados) a referir nas próximas crónicas.
O TOP 10 está organizado por ordem alfabética para os vinhos com a mesma nota. E eles são:
.Qtª de Carvalhais Branco Especial (lote 2005/2006 Dão), o único classificado com 18,5 (os restantes eleitos têm a mesma nota - 18)
.Maritávora Reserva 2009 (Douro)
.Morgado de Stª Catherina Reserva 2011, em magnum (Bucelas)
.Poejo d´Algures 2015 (Dão)
.Primus 2013 (Dão)
.Qtª de Baixo Vinhas Velhas 2013 (Bairrada)
.Soalheiro Alvarinho Reserva 2011, 2013 e 2014 (V. Verdes)
.Vinha Formal Cercial Parcela Cândido 2015 (Bairrada)
Não foram incluidos os brancos classificados com 18 ou mais, mas que já constaram em balanços anteriores, a saber:
.Mapa Vinha dos Pais 2013 (Douro) - 18,5
.Soalheiro Alvarinho Reserva 2010 (V.Verdes) - 18+
.Casa das Gaeiras Vinhas Velhas 2013 (Lisboa)
.Pai Abel 2012 (Bairrada)
.Qtª da Sequeira Grande Reserva 2011 (Douro)
.Soalheiro 1ª Vinhas 2008 (V.Verdes)
.Telhas 2010 (Alentejo)
De salientar:
.A qualidade dos brancos, a aumentar de ano para ano. Pela 1ª vez o TOP não inclui nenhum vinho com menos de 18.
.A consistência da marca Soalheiro, presente em todos os balanços com mais de 1 vinho.
.A presença das Beiras (Dão e Bairrada) com 3 Dão e 2 Bairrada no TOP 10.
A próxima crónica será dedicada aos tintos.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Rescaldo das Festas 2016/2017

As Festas desenrolaram-se em 4 momentos, tal como nos últimos anos. Limitar-me-ei a inventariar os vinhos bebidos nesta quadra e respectivas classificações, não tendo tido nem tempo nem estado de espírito para tomar notas de prova. Os intervenientes não foram sempre os mesmos, com o 1º momento a incluir crianças agitadas e os restantes mais calmos.
1º momento (Consoada)
.Qtª do Vallado Reserva 2015 branco (17,5) com bacalhau verde
.Qtª do Crasto Vinhas Velhas 2009 (18,5) com borrego no forno
.Dow's 20 Anos (18) com sobremesas diversas
2º momento (almoço de Natal)
.Qtª da Pellada Primus 2013 (18) com entradas (coelho vilão, paté de fígados, chutneys, etc)
.Marquês de Borba Reserva 2011 (18) e
.Pai Abel 2011 (18,5+) com couves à D. Prior
.Borges Verdelho 20 Anos com sobremesas diversas
3º momento (passagem do ano)
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2014 com camarões, charcutaria e queijos
.Grandjó Late Harvest 2012 (17,5) com a sobremesa e com frutos secos na altura das badaladas
4º momento (almoço de Ano Novo no restaurante Vela Latina *)
.Herdade de S. Miguel em meia garrafa (16) com cabrito no forno
* gastronomia aceitável, serviço francamente mau (os empregados, nada simpáticos, pareciam que estavam a fazer um frete) e vinhos a copo praticamente inexistentes.


terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Coisas do Arco do Vinho (CAV) : ascensão e queda de uma loja emblemática

Ao fazer o balanço vínico de 2016, que começarei a publicar na próxima semana (TOP 10 de vinhos brancos, tintos e fortificados, serviço de vinhos em espaços de restauração, principais eventos e crónicas mais lidas), deparei-me com uma situação de grande tristeza - o encerramento das CAV, 20 anos depois.
É, de facto, muito triste constatar que a nossa (do Juca e minha) grande aposta, a de uma loja de referência na área vínica, se finou sem honra nem glória.
Quando nos retirámos, nos primeiros dias de Março 2010, a nossa missão estava cumprida. Ao longo de 13 anos e meio em que estivémos ao leme das CAV (importa frisar que era ponto de honra um de nós estar sempre presente), podemos registar para memória futura, o que fomos conseguindo, com o apoio dos nossos amigos e clientes:
.4 áreas de negócio (vinhos de qualidade, acessórios para o serviço do vinho, produtos de mercearia fina e livraria especializada)
.jantares e provas de vinhos
.organização de visitas a produtores
.painel de prova cega, constituído por clientes (45 painéis que envolveram 21 provadores e cerca de 630 vinhos)
.contacto regular com envio de notícias a cerca de 1500 destinatários
.aconselhamento permanente aos clientes, nomeadamente nas harmonizações com a comida
.lançamentos editoriais e exposições temáticas
.aposta forte na comemoração do 10º aniversário (jantar vínico alargado a mais de 200 pessoas, edição de uma brochura com prefácio de António Barreto e lançamento do vinho CARM BOCA 2004, cujo lote final foi da nossa responsabilidade)
De tudo isto, resultou:
.A Melhor Garrafeira em 2001, galardão atribuído pela Revista de Vinhos
.Arch of Europe Award for Quality and Technology, prémio atribuído pelo BID (Business Initiative Directions)
.inclusão na publicação "Ideias, Conceitos e Marcas - Estudos de Casos", editada pelo Gabinete de Apoio aos Novos Empresários do Comércio
.referências elogiosas nos principais órgãos de comunicação social portugueses
.recomendação na maior parte dos guias turísticos sobre Lisboa
Quando da elaboração da brochura comemorativa, inventariámos (até ao final de Junho 2006):
.65 jantares de vinhos em que participaram cerca de 6000 enófilos que tiveram acesso à fina flor do que se produzia em Portugal (entre tantos, destaque para o lançamento do Barca Velha 1991 e do Pera Manca 1997)
.47 provas na Loja com a assistência de cerca de 2350 amigos e clientes
.14 visitas a produtores que incluiu cerca de 420 militantes
Já fora das nossas mãos, o projecto sofreu profundas, sensíveis e irreversíveis alterações (a Loja encolheu, a clientela fiel e exigente desapareceu, os jantares vínicos terminaram, etc). Uma pena!
Azar ou falta de engenho e arte?