quinta-feira, 26 de julho de 2012

Almoço na 1300 Taberna

O conceito da Taberna 2780, em Oeiras (ver crónica de 5/6/2010), foi adaptado ao espaço, muito maior e de inspiração industrial, na Lx Factory. A cozinha, de grandes dimensões é aberta, as mesas são corridas, mas as cadeiras muito confortáveis. Com o conceito veio, também, o seu criador, chefe Nuno Barros, que me parece ter-se desligado da 2780. O que me atraiu, para além da curiosidade de quem conhecia a 2780, foi o menú almoço a 15 €, que inclui couver (pão, azeite e manteigas), sopa ou sobremesa, prato principal, bebida (água, sumo ou copo de vinho) e café Nexpresso. Uma boa sugestão, mas cujo único inconveniente é não haver alternativas ao prato. Eu tive sorte, pois no dia da minha visita era cozido, com boa matéria prima e um toque criativo do chefe, que me soube muito bem. E acabei por pagar apenas 11,50 €, por se terem enganado no serviço (eu pedi sopa, que não veio, e acabou por ser substituida pela sobremesa), uma atenção que registo.
A lista de vinhos é alargada e a arrumação por características é bem intencionada, mas resulta confusa. Contabilizei 3 espumantes, 3 champanhes, 27 brancos, mais de 30 tintos, 2 rosés, 6 Portos, 1 Madeira, 1 Moscatel e 1 Carcavelos, que é um generoso que nunca faz parte das listas que conheço. Uma surpresa, portanto. Têm, ainda, 8 vinhos a que chamam icónicos, mas cujo conceito não entendi de todo. Então um Qtª da Estação, que se situa num dos patamares mais baixos do portefólio do produtor Domingos Alves de Sousa é um vinho icónico? Que grande confusão!
Quanto a vinhos a copo são 10 (5 tintos, 3 brancos, 1 rosé e 1 espumante), o que não sendo uma grande oferta parece-me adequada ao espírito daquele espaço. Os copos são Ridel, marcados com a capacidade 14 cl, mas gravados com a marca de um produtor, que será parceiro neste projecto, segundo me informaram. Serviço de vinhos profissional, com temperaturas adequadas, contando para isso com armários térmicos, uma mais valia.
Bebi, a copo, o tinto Quatro Caminhos 2009, 1º Prémio da Confraria dos Enófilos do Alentejo e portador do selo Boa Compra 2011, atribuido pela Revista de Vinhos - frutos vermelhos, exuberante, déficite de acidez, taninos vigorosos, guloso, estilo moderno e no ponto para consumir; falta-lhe tipicidade. Nota 16,5+.

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